Muitos artistas não poderão ser contratados com novo teto
O preço exorbitante dos artistas para o São João virou pauta quente entre os prefeitos da Bahia. Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (4), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), gestores discutiram uma forma de frear a disparada dos cachês e colocaram na mesa a ideia ninguém receber mais de R$ 700 mil por show bancado com dinheiro público.
A proposta é para criar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecendo um teto máximo de R$ 700 mil para contratação de atrações musicais. A ideia ganhou força principalmente entre cidades que realizam grandes festas juninas, onde os valores cobrados por artistas vêm assustando até os cofres mais cheios.
Teto pra valer
Pelo que foi debatido, o TAC seria firmado com órgãos de fiscalização como o Ministério Público da Bahia, o TCM e o TCE. Na prática, isso daria um respaldo legal aos prefeitos para dizer “não” a cachês milionários, mesmo com pressão de empresário, artista ou até do próprio público.
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A medida, segundo a UPB, ajuda a manter o equilíbrio das contas e evita que a festa vire dor de cabeça depois, comprometendo áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Menos estrelismo, mais raiz
Outro ponto defendido pelos prefeitos é que o teto pode ajudar a organizar o mercado do entretenimento e abrir mais espaço para artistas locais e forrozeiros tradicionais, que muitas vezes ficam de fora porque os grandes nomes levam quase todo o orçamento.