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O pregador Clebson Vieira, investigado por suspeita de abuso sexual contra uma criança de 10 anos no município de Itiúba, no norte da Bahia, foi preso na tarde desta quinta-feira (9), no bairro de Capão Redondo, na cidade de São Paulo (SP). O caso é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado por equipes da Delegacia Territorial de Itiúba, com o apoio das forças de segurança do Estado de São Paulo, após um trabalho de investigação e monitoramento.
As investigações apontam que, durante a fuga, o homem deixou Itiúba e passou pelos municípios baianos de Andorinha e Feira de Santana, antes de seguir para a capital paulista, onde acabou encontrado e preso.
Em entrevista ao repórter Jean Mendes, a mãe da criança, cuja identidade será preservada para garantir o sigilo da vítima, relatou detalhes do caso. Segundo ela, a situação ocorreu no dia 28 de junho, em uma propriedade localizada na zona rural de Itiúba.
De acordo com o relato, a mulher tomou conhecimento do ocorrido após a filha mostrar um vídeo gravado no celular. A mãe afirmou que confrontou o suspeito, que inicialmente negou qualquer irregularidade e alegou que não havia agido com a intenção que ela imaginava. Ainda segundo a entrevistada, durante a conversa, o homem demonstrou preocupação com as consequências do caso.
No dia seguinte, a mãe registrou a ocorrência na Delegacia Territorial de Itiúba. Ela também afirmou que, antes mesmo da formalização da denúncia, o suspeito teria comentado com algumas pessoas que enfrentava problemas envolvendo a criança.
A mulher revelou ainda que esta não foi a primeira vez que a filha relatou comportamento inadequado por parte do investigado. Segundo ela, cerca de oito meses antes, a menina, que é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), havia feito uma denúncia semelhante.
Na ocasião, a criança foi submetida a exames médicos e passou a ser acompanhada por equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e por atendimento psicológico. Conforme a mãe, os exames realizados naquele período não apontaram elementos que comprovassem a denúncia, e o caso não teve prosseguimento.
Entretanto, após o surgimento de novas evidências, a família voltou a procurar as autoridades, dando início a uma nova investigação que culminou na prisão do suspeito.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias dos fatos. Por envolver uma criança, a identidade da vítima é mantida em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Redação FR Notícias, com informações do comunicador Jean Mendes