Donald Trump, presidente dos EUA, recebe o Prêmio da Paz da Fifa de Gianni Infantino, presidente da Fifa –
Em meio à instabilidade política dos Estados Unidos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rejeitou os apelos por um boicote à realização da Copa do Mundo no país. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 2, Infantino ainda defendeu sua decisão de conceder o prêmio da paz a Donald Trump no sorteio da Copa do Mundo, realizado em Washington, em dezembro.
“Objetivamente, ele merece.”, disse Infantino sobre o norte-americano. “Tudo o que pudermos fazer para ajudar a paz no mundo, devemos fazer, e por essa razão, há algum tempo pensamos em fazer algo para recompensar as pessoas que fazem algo.”, acrescentou o presidente da Fifa ao ser questionado pela Sky News.
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Infantino foi amplamente criticado por conceder a honraria a Trump, ainda mais após episódios como a operação do Exército dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro na Venezuela ou as ameaças do republicano aos países europeus por conta do desejo de anexar a Groenlândia ao território estadunidense.
Além dos conflitos externos, os Estados Unidos ainda vivem um momento de agitação em diversas cidades, principalmente em Minneapolis, devido à abordagem do governo Trump em relação à aplicação das leis de imigração.
O presidente da Fifa ainda disse que nunca houve apelos para que empresas boicotassem um país, “então por que o futebol?”. Ele ainda acrescentou: “Em nosso mundo dividido, em nosso mundo agressivo, precisamos de ocasiões em que as pessoas possam vir, possam se encontrar em torno da paixão [pelo futebol].”
Postura contraditória
Mesmo com todas as questões internas e externas dos Estados Unidos, Infantino ainda defende a realização da Copa do Mundo no país e mantém uma relação de proximidade com Donald Trump. Enquanto isso, a postura adotada em relação à Rússia diante do conflito com a Ucrânia foi totalmente restritiva.
O país governado por Vladimir Putin está completamente banido de todas as competições da Fifa e da Uefa, órgão que rege o futebol europeu, desde 2022, quando houve a invasão ao território ucraniano. Infantino, no entanto, falou sobre a possibilidade de readmitir a Seleção e os clubes russos nas competições do futebol internacional.
“Temos que [considerar a readmissão da Rússia]. Definitivamente”, disse Infantino. “Essa proibição não alcançou nada, apenas gerou mais frustração e ódio. A possibilidade de meninas e meninos da Rússia jogarem futebol em outras partes da Europa seria uma grande ajuda.”, acrescentou.