Professores da rede privada de ensino da Bahia realizaram uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (9), após decisão aprovada em assembleia pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA). A mobilização ocorre em meio às negociações da campanha salarial da categoria.
Segundo o sindicato, a paralisação foi aprovada por 91% dos participantes da assembleia realizada no início de junho e abrange profissionais de instituições privadas de ensino em todo o estado. Durante o movimento, os professores se reuniram em uma nova assembleia para discutir a possibilidade de decretação de estado de greve.
De acordo com representantes da categoria, o impasse nas negociações envolve temas como concessão de bolsas de estudo para filhos de professores, período de recesso escolar, percentual de qualificação profissional e reajuste do piso salarial. O sindicato afirma que as propostas apresentadas pelo setor patronal motivaram a mobilização dos trabalhadores.
Em nota divulgada nesta terça-feira, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia informou que as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026-2028 continuam em andamento. A entidade afirmou que já foram realizadas cinco rodadas de negociação e que uma nova reunião está marcada para o dia 15 de junho.
O sindicato patronal também declarou que apresentou propostas relacionadas à manutenção de benefícios e cláusulas trabalhistas da convenção anterior, além de medidas voltadas à preservação de direitos e à sustentabilidade financeira das instituições de ensino.
Caso o estado de greve seja aprovado pela categoria, novos procedimentos poderão ser adotados pelo sindicato, incluindo a publicação de edital e a definição dos próximos passos do movimento.
A paralisação ocorre em meio às discussões sobre a renovação da convenção coletiva dos professores da rede privada baiana, que segue sendo negociada entre representantes dos trabalhadores e das instituições de ensino.
Com informações do Bnews