Projeto baiano revela novos talentos da música independente; entenda

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Além de Salvador, as gravações aconteceram em diferentes estados do Nordeste –

Com mais de uma década de trajetória, o Lá em Casa Sessions, projeto baiano de valorização da música independente, chega à terceira temporada.

Criada e dirigida por Glauco Neves, a série, disponível no YouTube e exibida no canal Music Box Brazil, apresenta 10 episódios de cerca de 26 minutos que combinam entrevistas e performances ao vivo, aproximando o público dos bastidores e da identidade artística de cada convidado.

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A ideia do projeto nasceu de forma despretensiosa, ainda como uma iniciativa autoral de Glauco para divulgar seus trabalhos audiovisuais e registrar a cena independente com a qual já tinha forte ligação como músico.

Baterista de formação e ativo na cena do rock de Salvador, ele encontrou no formato uma maneira de unir som e imagem em narrativas curtas. O que começou como episódios mensais de poucos minutos, publicados na internet, ganhou projeção ao chamar a atenção da televisão e ser incorporado à grade do Music Box Brazil, passando a adotar o formato atual de série.

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Desde o início, o foco em artistas independentes foi uma tomada de posição dentro do mercado musical. “O independente é quem precisa ser gravado”, resume o diretor, ao destacar a escassez de espaços dedicados a esses artistas.

Ao longo das temporadas, mais de 30 nomes passaram pelo projeto, alguns deles, como Larissa Luz e Sofia Freire. Hoje, as duas possuem carreiras consolidadas no cenário musical nacional.

A curadoria, embora tenha a decisão final de Glauco, é construída de forma colaborativa, envolvendo produtores, jornalistas e agentes da cena musical. Entre os critérios estão a consistência do trabalho, a atuação ativa no circuito independente e o potencial de desenvolvimento artístico.

“Não precisa estar consolidado, mas é importante que esteja em movimento, produzindo, buscando crescer”, explica Glauco.

‘Lá Em Casa’ no Nordeste

Na terceira temporada, o projeto dá um passo a mais: se torna itinerante. Além de Salvador, as gravações aconteceram em diferentes estados do Nordeste, como Pernambuco, Ceará e Sergipe, o que amplia o recorte geográfico e traz novas sonoridades para a série.

A experiência, segundo Neves, reforça o interesse em captar a diversidade da música brasileira, ainda que o foco permaneça majoritariamente em artistas alternativos e autorais.

Mesmo com as mudanças de escala, o formato se mantém fiel à proposta original: cada episódio funciona como um mini-documentário, intercalando trechos de entrevista com quatro músicas executadas ao vivo em estúdio.

A ideia é condensar, em pouco mais de 20 minutos, a trajetória, as referências e a identidade de cada artista. O financiamento do projeto, que começou de forma independente na primeira temporada, passou a contar com recursos públicos por meio de editais como o Prodav (via Ancine).

Esse modelo tem permitido a continuidade da série, ainda que dependa da aprovação em novas seleções para viabilizar futuras temporadas.|

Para Glauco, mais do que um produto audiovisual, o Lá em Casa Sessions é uma forma de circulação e valorização da música que não costuma ocupar os grandes espaços. “É o tipo de material que eu, como artista independente, gostaria de ter”, afirma.

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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