Caso projeto seja aprovado, muitos jogadores não poderão atuar pelo Brasil
Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados promete dar o que falar entre torcedores, jogadores e dirigentes. A proposta pretende que apenas atletas que atuam em clubes do Brasil poderão vestir a camisa da Seleção Brasileira em competições oficiais.
O texto, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos), foi apresentado nesta semana e também determina que todos os integrantes da comissão técnica estejam trabalhando em clubes brasileiros para poderem participar de torneios oficiais com a Amarelinha. A exceção fica por conta de amistosos e partidas promocionais.
Segundo o parlamentar, a ideia é fortalecer o futebol nacional e valorizar quem atua dentro do país.
“Precisamos de um futebol feito por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro”, defendeu Hauly.
Regra também vale para base e futebol feminino
A proposta não se limita apenas à Seleção principal. O projeto também alcança as categorias de base e a Seleção Brasileira feminina, mantendo a mesma exigência para atletas e comissão técnica.
Caso a medida seja aprovada, nomes que atuam em gigantes da Europa, como Real Madrid, Barcelona, Manchester City, Arsenal e PSG, por exemplo, ficariam de fora das convocações para competições oficiais enquanto permanecerem em clubes estrangeiros.
Bets também entram na mira
Outro ponto que chama atenção no projeto é o cerco às casas de apostas.
O texto prevê a proibição de propagandas de bets em competições, clubes, produtos e eventos organizados em território nacional. Se a proposta virar lei, entidades esportivas não poderão exibir publicidade dessas empresas.
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Hoje, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode manter contratos com operadoras de apostas, desde que elas estejam devidamente licenciadas e cumpram as regras previstas na Lei das Apostas e nas normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Apesar disso, o projeto não interfere nos contratos particulares firmados entre jogadores da Seleção e empresas de apostas.
O que acontece agora?
Antes de virar realidade, a proposta ainda tem um longo caminho pela frente. O projeto aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e deverá passar pela análise das comissões da Casa.
Se receber o aval dos deputados, seguirá para votação no Senado. Apenas depois de aprovado nas duas Casas o texto poderá ser sancionado pelo presidente da República e entrar em vigor.