A Argentina enfrentou a quarta greve geral do governo Javier Milei, nesta quinta-feira, 19. Por 24h, houve protestos, voos cancelados e transporte público paralisado, após aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.
A população manifesta contra o projeto que restringe direitos e amplia a jornada de trabalho para até 12h. O texto foi aprovado pelo placar final de 135 votos a favor e 115 contra, mas a previsão é de que retorne ao Senado para ratificar a redução de salários durante licença médica.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!
Categorias atingidas
Convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a greve teve uma alta adesão pela central sindical, com cerca de 90% dos participantes. Ao todo, 13 sindicatos participam do movimento.
Leia Também:
Como a principal estratégia foi esvaziar os principais centros urbanos, a adesão foi maior em trabalhadores das seguintes categorias:
- Transporte de passageiro;
- Portos;
- Bancários;
- Comércio;
- Setor público.
Assim, foram impactados aeroportos, trens e metrôs, bancos, lojas, indústrias e até jogos da Liga Profissional de Futebol.
Na aviação, a Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e com impacto econômico estimado em US$ 3 milhões. No Brasil, ao menos 62 voos foram suspensos, inclusive em Salvador.
Apesar do impacto, alguns setores específicos e trabalhadores autônomos mantiveram as atividades.
Confusão no protesto
Durante as manifestações, houve confrontos entre policiais e protestantes que atuavam no Congresso, após garrafas e pedras serem lançadas contra os agentes.
Em respostas, a equipe acionou canhões de água e gás lacrimogêneo.