Qual estado tem o maior salário médio do Brasil?

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Com média salarial de R$ 6.845,13, o Distrito Federal (DF) lidera o ranking de estados com maior salário médio do Brasil. O levantamento é da Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 25.

O valor é cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45.

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O DF é seguido pelo Rio de Janeiro, com remunerações média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.

Confira a lista com os 10 maiores salários médios:

  1. Distrito Federal (DF) – R$ 6.845,13
  2. Rio de Janeiro (RJ) – R$ 4.501,35
  3. São Paulo (SP) – R$ 4.423,04
  4. Rio Grande do Sul (RS) – R$ 3.841,48
  5. Mato Grosso do Sul (MS)- R$ 3.798,16
  6. Santa Catarina (SC) – R$ 3.777,55
  7. Paraná (PR) – R$ 3.731,30
  8. Mato Grosso (MT) – R$ 3.701,29
  9. Amazonas (AM) – R$ 3.627,07
  10. Rondônia (RO) – R$ 3.615,18

Seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios. O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024.

Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45.

Veja a lista de setores com maior média salarial:

  • Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais – R$ 9.678,61
  • Eletricidade e gás – R$ 8.539,07
  • Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados R$ 8.430,55
  • Indústrias extrativas – R$ 7.540,71
  • Informação e comunicação – R$ 6.937,59
  • Administração pública, defesa e seguridade social – R$ 5.401,00
  • Educação – R$ 4.562,62
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas – R$ 4.309,75
  • Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação – R$ 4.184,18
  • Indústrias de transformação – R$ 4.110,68
  • Total Geral – R$ 3.932,45
  • Transporte, armazenagem e correio – R$ 3.833,74
  • Saúde humana e serviços sociais – R$ 3.671,61
  • Atividades imobiliárias – R$ 3.312,37
  • Construção – R$ 3.209,03
  • Artes, cultura, esporte e recreação – R$ 3.086,45
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura – R$ 2.863,59
  • Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas – R$ 2.797,83
  • Outras atividades de serviços – R$ 2.656,39
  • Atividades administrativas e serviços complementares – R$ 2.392,97
  • Alojamento e alimentação – R$ 2.080,17

Homens segue ganhando mais que as mulheres

Em 2024, o salário médio mensal recebido pelas mulheres (R$ 3.608,04) foi 16% menor que o dos homens (R$ 4.206,00). Ainda em 2024, as mulheres receberam, em média, o equivalente a 85,8% do salário médio mensal dos homens, o que representa uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a 2023. Os homens também eram maioria entre o pessoal ocupado assalariado (54,2%).

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A mão de obra masculina estava concentrada na seção Indústrias de transformação (19,4%), seguida pelo Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (18,5%) e Administração pública, defesa e seguridade social (13,3%). Porém, a Construção é aquela que apresentava a maior participação de homens no setor (87,2%), seguida das Indústrias extrativas (82,5%) e do Transporte, armazenagem e correio (80,5%).

Em relação às mulheres, a Administração pública, defesa e seguridade social retinha a maior parcela da mão de obra feminina (19,7%), seguida do Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (18,0%) e Saúde humana e serviços sociais (11,2%). Em termos de participação no setor, Saúde humana e serviços sociais apresentam uma maior participação de mulheres no seu quadro (75,0%), seguida da Educação (67,6%), e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (57,6%) junto com Alojamento e alimentação (57,6%).

Quem tem nível superior recebe o triplo do salário de quem não tem

A pesquisa também analisou o nível de escolaridade e verificou que 76,4% do pessoal ocupado assalariado não tinha curso de nível superior em 2024, o que representa uma estabilidade em relação ao ano anterior.

Por outro lado, os 23,6% que possuíam nível superior tinham um salário médio mensal de R$ 7.776,59, aproximadamente o triplo do valor daqueles que não tinham nível superior, os quais recebiam, em média, R$ 2.742,41.

Assim, em 2024, um trabalhador assalariado sem nível superior recebia, em média, aproximadamente 35,3% da remuneração paga a um trabalhador com curso superior.

Três seções apresentam maioria de pessoal com nível superior: Educação (64,6%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (58,7%) e Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (58,2%). Administração pública, defesa e seguridade social também teve destaque com uma elevada participação de pessoal assalariado com nível superior (45,8%).

Ainda em 2024, em termos de distribuição, 31,5% da mão de obra com nível superior estava na Administração Pública, defesa, e seguridade social, 19,9% na Educação, e 8,8% na Saúde humana e serviços sociais. Por outro lado, 21,8% da mão de obra sem nível superior estava alocada no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, seguido das Indústrias de transformação (17,6%) e das Atividades administrativas e serviços complementares (12,8%).



Fonte: A Tarde

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