Marcio Poncio é pai da deputada carioca Sarah Poncio
A prisão do pastor Marcio Poncio marcou a nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (2). A ação também alcançou o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho) e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam detidos em etapas anteriores do inquérito.
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou 14 mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, esta fase da operação mira aprofundar investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões entre a estrutura do jogo do bicho e agentes públicos no Rio de Janeiro.
Nesta etapa, a PF também cita o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, preso na primeira fase da operação, quando passou a ser investigado.
A famosa família Poncio
Marcio Poncio é uma figura amplamente conhecida no Rio de Janeiro, dividindo sua trajetória entre a atuação religiosa, o empresariado e a ostentação nas redes sociais. Ele é um dos fundadores da Igreja Pentecostal Anabatista, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste carioca, mas ganhou projeção nacional devido à sua família, considerada uma das primeiras grandes “dinastias de influenciadores digital” do Brasil.
Na foto, da esquerda para a direita: Maria Madalena, Jonathan Couto, Sarah Poncio, Davi Márcio, Gabi Brandt, José Marcio, Saulo Poncio, Simone Poncio, Marcio Poncio e João Marcio
Ele é pai dos influenciadores Saulo Poncio (ex-vocalista da banda Um44k) e Sarah Poncio, deputada estadual pelo Rio de Janeiro. A família Poncio virou um fenômeno da internet nos últimos anos, acumulando milhões de seguidores que acompanhavam uma rotina marcada por mansões integradas, carros de luxo, viagens internacionais e polêmicas familiares de grande repercussão pública.
Entenda o que é a Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne começou em dezembro de 2025 a partir da apuração de um suposto vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho(CV) . A investigação passou a analisar como esses dados teriam sido compartilhados e o impacto disso em ações de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
Com o avanço das fases, a Polícia Federal passou a investigar possíveis conexões entre agentes públicos, integrantes do Judiciário e estruturas ligadas ao crime organizado. Em uma das linhas investigativas, o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar passou a ser apontado como um dos principais alvos, suspeito de envolvimento no repasse de informações à facção.
Nas fases seguintes, o caso também alcançou o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e o deputado estadual Thiago Rangel. As informações utilizadas na matéria são da GloboNews.