A entrada em recuperação judicial do Grupo Casas Bahia coloca o Bradesco diante de uma dívida de R$ 4,78 bilhões.
O valor torna o banco um dos principais credores da varejista. Investidores questionam o efeito do montante no balanço financeiro e na trajetória de recuperação da instituição.
Classificação da dívida como extraconcursal
Dos R$ 4,78 bilhões, R$ 3,35 bilhões recebem a classificação de créditos extraconcursais.
Estes valores ficam fora das condições de pagamento estipuladas no plano de recuperação judicial.
A situação permite que o credor busque a execução de garantias conforme os contratos originais.
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Diferença entre casos de varejistas
O Bradesco acompanhava a estrutura de financiamento da Casas Bahia, que incluía operações de risco sacado e antecipação de recebíveis.
A ausência de inconsistências contábeis não esperadas diferencia este caso de ocorrências registradas em outras empresas.
O mercado financeiro mantém monitoramento sobre o nível de provisões já realizado pelo banco para cobrir o risco.

Desempenho do Bradesco e indicadores de crédito
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre de 2026, com retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de 16%.
O banco apresenta sequência de melhora na rentabilidade. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 4,3% em junho. A despesa com provisões para devedores duvidosos alcançou R$ 9,985 bilhões.
O banco prioriza operações com garantias em sua estratégia atual de crédito.