A fase de instrução do processo que apura o chamado “Caso Pix” foi encerrada nesta quinta-feira (7), no Fórum Criminal de Salvador, após os réus optarem por permanecer em silêncio durante a audiência.
Entre os acusados estão os jornalistas Marcelo Castro e Jamerson Oliveira, investigados por participação em um esquema de desvio de doações feitas por telespectadores durante campanhas exibidas na televisão.
Antes do interrogatório, as defesas tentaram adiar a sessão alegando ausência de uma testemunha considerada importante e dificuldades de acesso a provas do processo, como áudios e relatórios financeiros. O juiz Waldir Viana negou os pedidos e afirmou que houve tempo suficiente para apresentação das informações necessárias.
Segundo o magistrado, a defesa não informou o endereço da testemunha nos autos, o que impossibilitou até mesmo eventual condução coercitiva. Ele também classificou as tentativas como medidas protelatórias.
Após a decisão, os réus decidiram não responder às perguntas durante a audiência. O advogado João Daniel Jacobina, defensor de Marcelo Castro, afirmou que a orientação foi pelo silêncio em razão da suposta falta de acesso integral a documentos citados pela investigação.
O processo apura um suposto esquema de desvio de doações via Pix destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo as investigações, cerca de R$ 543 mil foram arrecadados em campanhas exibidas ao público, mas aproximadamente R$ 407 mil teriam sido desviados.
A investigação ganhou repercussão nacional após a descoberta de inconsistências em transferências realizadas durante campanhas beneficentes. Os acusados respondem por crimes como apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Com o encerramento da fase de instrução, o processo segue agora para apresentação de diligências complementares e alegações finais antes da sentença judicial.
Com informações do Bnews