Rogério Ceni tem salário multiplicado por 8 e entra no top 7 técnicos mais bem pagos

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O trabalho de Rogério Ceni no Bahia colocou o treinador em outro patamar no futebol brasileiro, principalmente quando o assunto é dinheiro. Com vencimentos estimados em até R$ 1,2 milhão por mês, o comandante tricolor aparece entre os técnicos mais bem pagos do país, ocupando a sétima posição no ranking.

O valor representa uma evolução expressiva em relação aos primeiros anos da carreira à beira do gramado. Em 2018, quando iniciou sua trajetória no Fortaleza, Ceni recebia cerca de R$ 150 mil mensais. Desde então, passou por clubes como Cruzeiro, Flamengo e São Paulo até chegar ao Esquadrão de Aço, onde consolidou o maior patamar salarial de sua carreira.

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Salário de Rogério Ceni aumentou quase 8x

A diferença entre o início da carreira e o momento atual ajuda a dimensionar a valorização financeira do treinador. No Fortaleza, em 2018, o salário era estimado em R$ 150 mil por mês. No Bahia, a remuneração atribuída ao comandante pode chegar a R$ 1,2 milhão mensais, considerando valores fixos e variáveis.

A comparação entre esses dois patamares aponta uma multiplicação de até oito vezes. Já em relação à faixa de R$ 250 mil a R$ 300 mil registrada em outras etapas da carreira, o valor atual pode representar quase cinco vezes mais.

O crescimento aconteceu ao longo de diferentes trabalhos, com passagens por equipes de grande expressão nacional e conquistas importantes. No Fortaleza, Ceni ganhou projeção como treinador ao conquistar a Série B do Campeonato Brasileiro e a Copa do Nordeste, em 2019.

A sequência de oportunidades em clubes de maior investimento contribuiu para elevar seus vencimentos. Em novembro de 2020, por exemplo, o UOL informou que o salário de Ceni no Flamengo superaria R$ 700 mil mensais, mais que o dobro dos R$ 320 mil que recebia no Fortaleza naquele período.

Rogério Ceni
Rogério Ceni – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Veja quanto Rogério Ceni recebia nos antigos clubes

A trajetória salarial de Rogério Ceni reúne diferentes patamares, desde o primeiro trabalho no São Paulo até o atual contrato com o Bahia. Confira os valores estimados divulgados ao longo da carreira:

  • São Paulo (2017): salário mensal estimado entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. Após a demissão, a multa rescisória foi estimada em cerca de R$ 5 milhões.
  • Fortaleza (2018): começou recebendo aproximadamente R$ 150 mil por mês. Após a conquista da Série B, teve valorização salarial.
  • Fortaleza (2019): os vencimentos chegaram à faixa de R$ 250 mil mensais e, posteriormente, a cerca de R$ 320 mil, segundo informações publicadas pelo UOL.
  • Cruzeiro (2019): o salário individual foi estimado entre R$ 300 mil e R$ 350 mil. O custo da comissão técnica completa girava em torno de R$ 460 mil mensais.
  • Flamengo (2020–2021): o treinador passou a receber mais de R$ 700 mil por mês, conforme reportagem do UOL publicada em novembro de 2020.
  • São Paulo (2021–2023): o pacote mensal da comissão técnica foi estimado em cerca de R$ 700 mil.
  • Bahia (2023–2027): o custo mensal estimado do treinador e de seus auxiliares fica na faixa de R$ 1 milhão, com valores que podem alcançar R$ 1,2 milhão, considerando reajustes e metas.
Rogério Ceni
Rogério Ceni – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Rogério Ceni está entre os técnicos mais bem pagos do Brasil

Com a remuneração estimada entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão por mês no Bahia, Rogério Ceni aparece na sétima posição do ranking de saláriosde treinadores mais bem pagos do Brasileirão.

O levantamento coloca Abel Ferreira, do Palmeiras, no topo, com vencimentos estimados em R$ 3 milhões mensais. Leonardo Jardim, no Flamengo, e Artur Jorge, no Cruzeiro, aparecem na sequência, com cerca de R$ 2,5 milhões cada.

Na faixa seguinte estão Luís Castro, do Grêmio, com R$ 2 milhões, além de Seedorf e Renato Gaúcho, com saláriosestimados em R$ 1,7 milhão por mês.

Confira o ranking de técnicos mais bem pagos do brasileirão

  1. Abel Ferreira — Palmeiras (R$ 3,0 milhões/mês)
  2. Leonardo Jardim — Flamengo (R$ 2,5 milhões/mês)
  3. Artur Jorge — Cruzeiro (R$ 2,5 milhões/mês)
  4. Luís Castro — Grêmio (R$ 2,0 milhões/mês)
  5. Seedorf — Corinthians (R$ 1,7 milhão/mês)
  6. Renato Gaúcho — Vasco (R$ 1,7 milhão/mês)
  7. Rogério Ceni — Bahia (R$ 1,0 milhão a R$ 1,2 milhão/mês)
Rogério Ceni
Rogério Ceni – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Resultados no Bahia ajudam a explicar a valorização

Contratado em setembro de 2023, Rogério Ceni chegou ao Bahia em um momento de pressão, quando o time lutava para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O treinador conseguiu manter a equipe na Série A e, na temporada seguinte, conduziu o Tricolor à classificação para a Libertadores, encerrando um longo período sem participações do clube no torneio continental.

O trabalho também rendeu títulos. Ceni conquistou o Campeonato Baiano de 2025 e de 2026, além da Copa do Nordeste de 2025. A continuidade no comando foi reforçada em junho de 2025, quando o Bahia anunciou a renovação do contrato até dezembro de 2027.

Em agosto de 2026, o treinador atingiu a marca de 200 partidas à frente do Esquadrão, consolidando uma das passagens mais longevas da história recente do clube. Em setembro, completou três anos no cargo.

Rogério Ceni está entre os técnicos mais bem pagos do Brasil.
Rogério Ceni está entre os técnicos mais bem pagos do Brasil. – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Confira o ranking de técnicos com mais jogos pelo Bahia:

  1. Evaristo de Macedo — Período: 1988–1989, 1995, 1998, 2001, 2003 (385 jogos)
  2. Pinguela — Período: Anos 1940 e 1950 (208 a 210 jogos)
  3. Zezé Moreira — Período: Anos 1970 e 1980 (206 jogos)
  4. Rogério Ceni — Período: 2023 – Atualidade (203 jogos)
  5. Orlando Fantoni — Período: Anos 1970 e 1980 (202 jogos)
  6. Dante Bianchi — Período: Anos 1930 e 1940 (190 jogos)
  7. Carlos Froner — Período: Anos 1970 e 1980 (169 jogos)
  8. Joel Santana — Período: 1994, 1999, 2002–2003, 2011–2012, 2013 (166 jogos)
  9. Geninho Bahienense — Período: Anos 1950 (145 jogos)
  10. Paulo Amaral — Período: Anos 1960 e 1970 (144 jogos)



Fonte: A Tarde

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