O cenário político baiano subiu de temperatura neste sábado, 9, com declarações contundentes do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
Durante agenda oficial em Feira de Santana, as principais lideranças do PT no estado e no governo federal direcionaram críticas à Câmara Municipal de Salvador (CMS) pela aprovação de uma honraria ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
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Contradições
O ex-governador da Bahia não poupou adjetivos ao classificar a movimentação da base aliada ao prefeito Bruno Reis na capital. Para Rui Costa, a homenagem revela uma falta de coerência estratégica da oposição baiana, que transita entre o apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e a deferência à família Bolsonaro.
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Jogo duplo
Rui questionou o apoio oficial a Caiado enquanto a “base íntima” de vereadores prioriza Flávio Bolsonaro.
“Quero ver mais uma vez mentir para a população e dizer que não tem preferência”, disparou o ministro, referindo-se a um episódio em que um vereador da capital se atrapalhou ao declarar o apoio presidencial.
Falta de entregas
O ministro foi enfático ao perguntar quais seriam os serviços prestados pelo senador à capital baiana.
“Eu desconheço qualquer ação. Aliás, não é só sobre Salvador, é sobre o Brasil”.
Para o ministro, as medalhas legislativas deixaram de ser um reconhecimento por mérito para se tornarem meros manifestos políticos de conveniência.
Jerônimo questiona legitimidade
O governador Jerônimo Rodrigues seguiu a mesma linha de raciocínio, mas elevou a gravidade do questionamento ao sugerir que a concessão do título, sem uma contrapartida clara de benefícios para a cidade, poderia ser alvo de órgãos de controle.
“Eu não sei se isso cabe ao Ministério Público. Se não for o Ministério Público, é o povo entender qual foi a contribuição que esse senhor fez para Salvador”, afirmou o governador.