Rui crítica quem reclama de corrupção e vota em Flávio: “Promiscuidade ética”

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O senador eleito e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez diversas críticas à uma possível eleição do candidato Flávio Bolsonaro para a presidência da República e resgatou diversos escândalos envolvendo o senador do PL, como a relação dele com miliciano carioca Adriano Nóbrega e com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Em entrevista concedida à imprensa neste domingo, 25, dia do segundo turno das Eleições 2026, o petista classificou como “assustadora” a hipótese de Flávio derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Não só para a Bahia, mas para o Nordeste inteiro, é assustador essa hipótese. Eu não tenho dúvida que seria um caos para o país do ponto de vista de gestão de economia e de valores morais e éticos”, iniciou.

Rui acrescentou: “Nós estamos falando de alguém que dizia que o melhor amigo dele era o Adriano da Nóbrega. A mãe e a irmã de Adriano eram nomeadas no gabinete dele. Adriano da Nóbrega era o maior assassino do Rio de Janeiro que matava pessoas por encomenda. Ela era chefe do escritório do crime”.

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Apontado como chefe do Escritório do Crime, Adriano era ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), de onde foi expulso. Ele foi morto durante uma operação policial na Bahia, em uma chácara pertencente a um vereador do PSL.

Enquanto estava preso, acusado de envolvimento no assassinato do guardador de carros Leandro dos Santos Silva, recebeu de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A mãe e a ex-esposa de Adriano também ocuparam cargos comissionados no gabinete de Flávio Bolsonaro. Os repasses financeiros relacionados a essas nomeações foram investigados no contexto do esquema de rachadinha.

“Isso deveria ser suficiente para esse cidadão ter nenhum voto no Brasil, mas eu digo, que parte da sociedade, desprezou esses valores morais e éticos. A mesma pessoa que reclama de corrupção vota em alguém que comprou uma mansão de R$ 10 milhões à vista. Sem dizer de onde vem o dinheiro”, adicionou.

“A mesma pessoa que reclama de corrupção está votando em alguém que pediu R$ 140 milhões a Vorcaro, que participou da orgia lá no Lago Paranoá. É uma promiscuidade ética, mas a sociedade está sim polarizada”, disparou.

O escândalo envolvendo o filme ‘Dark Horse’ se tornou o maior problema da campanha eleitoral de Flávio, que caiu nas pesquisas eleitorais depois que veio à tona, em maio deste ano, a relação dele com Vorcaro.

Uma série de registros indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar cerca de R$ 134 milhões para financiar a produção do filme, segundo o Intercept Brasil. Flávio confirmou que pediu os recursos, mas negou qualquer irregularidade.

Já a “orgia” citada por Rui se refere à suposta participação de Flávio em uma festa na lancha no Lago Paranoá, em Brasília, acompanhado de garotas de programa e empresários interessados em fechar negócios com o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, em plena pandemia de Covid-19.

Por fim, Rui afirmou acreditar na vitória de Lula nas urnas neste domingo. “Mas hoje eu creio na vitória do Lula, com a maciça votação que o Nordeste vai dar, e uma redução significativa da abstenção que eu acredito que ocorrerá não só na Bahia”, finalizou.



Fonte: A Tarde

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