“Se algo acontecer a Bolsonaro, é sangue nas mãos do Moraes”, diz Michelle

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas às autoridades responsáveis pela custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar que a saúde do marido está em risco e atribuir eventual agravamento do quadro ao ministro Alexandre de Moraes e ao PGR Paulo Gonet.

Em declarações feitas a jornalistas nesta terça-feira, 6, Michelle disse que o ex-presidente está sendo torturado. 

“É uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com meu marido. (…) Não é possível que mais uma vez vai ter sangue de inocente na mão do excelentíssimo ministro, e do Gonet.”

Veja o vídeo:

As declarações ocorreram após Michelle visitar o ex-presidente na Superintendência da PF, em Brasília, horas depois de Bolsonaro sofrer uma queda. Segundo ela, a família só conseguiu compreender a gravidade do episódio após atraso no acesso ao local.

“A gente não sabia até então o que, de fato, tinha acontecido com ele, pelo atraso da visita. Chegando lá, eu vi que ele estava com esse hematoma no rosto, com o pé sangrando. Estava um pouco lento nas respostas, tentei conversar, mas ele não lembrava de nada.”

Ela também afirmou que a saúde de Bolsonaro exige cuidados constantes, os quais não estariam sendo assegurados na atual condição de custódia.

“Ele precisa de um enfermeiro ali dentro do quarto, ele está sendo negligenciado, ele está sendo torturado.”

Em outro momento, Michelle voltou a cobrar sensibilidade das autoridades e associou o episódio a decisões judiciais recentes, mencionando diretamente Moraes e Gonet.

“Isso é fruto de um atentado. Então, a gente espera o bom senso do ministro Alexandre de Moraes, o bom senso do ministro Gonet, que já tem uma vida ceifada, que é a do Clezão. E a gente não quer que aconteça isso com o presidente.”

Exames médicos

As críticas foram feitas no mesmo dia em que Alexandre de Moraes solicitou manifestação da PGR sobre o pedido da defesa para transferência do ex-presidente a um hospital particular.

Nesta quarta-feira, 7, Moraes autorizou que Jair Bolsonaro fosse levado a uma unidade hospitalar para a realização de exames médicos. A decisão considerou tanto o pedido da defesa quanto um relatório elaborado pela Polícia Federal, que descreveu lesões superficiais decorrentes da queda e o histórico clínico do ex-presidente.

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