Síndrome Pós-UTI acomete 50% dos pacientes; entenda a condição

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Engana-se quem pensa que os cuidados intensivos terminam quando o paciente recebe alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mais da metade dos pacientes que passam por alguma situação de risco são acometidos pela Síndrome Pós-Cuidados Intensivos (PICS), também conhecida como Síndrome Pós-UTI.

Apesar de não ser considerada uma doença, a PICS é um conjunto de complicações que surgem após uma internação clínica. O termo descreve uma série de problemas físicos, cognitivos e emocionais que podem persistir após a alta médica.

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De acordo com estudos internacionais, cerca de 50% e 60% dos pacientes que passaram pela UTI apresentam algum tipo de limitação persistente, podendo seguir por meses após deixar a unidade hospitalar.

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Quais são os sintomas da Síndrome Pós-UTI?

Os principais sintomas da PICS acometem três principais áreas do corpo humano: física, cognitiva e emocional. Em alguns casos, essas limitações interferem em atividades comuns do paciente, como o retorno ao trabalho e sua autonomia para desempenhar algumas funções.

Dentre os sintomas, estão: perda de força muscular; cansaço excessivo; dificuldade para atividades simples do dia a dia; problemas de memória, atenção e raciocínio; ansiedade; alterações de humor e estresse pós-traumático.

Impacto nas famílias

Apesar de acometer diretamente os pacientes, a síndrome também afeta os familiares e parceiros da pessoa, que precisam ajudá-lo em tarefas do dia a dia e garantir que a saúde mental não seja totalmente afetada.

“É comum que o paciente precise de ajuda para atividades simples do dia a dia, e esse cuidado quase sempre recai sobre um familiar. Com o tempo, essa sobrecarga pode gerar ansiedade, exaustão emocional e até depressão. Por isso, quando falamos em recuperação, precisamos olhar não só para o paciente, mas para toda a rede de apoio”, informa o médico intensivista, Dr. João Gabriel Ramos.

Tratamento

Embora seja comum, a Síndrome Pós-UTI possui tratamento disponível e de fácil acesso, que inclui acompanhamento adequado e reabilitação estruturada, reduzindo os impactos.

O tratamento ainda inclui: fisioterapia motora e respiratória; terapia ocupacional; avaliação neuropsicológica e apoio emocional.



Fonte: A Tarde

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