SINEPE-BA oferece reajuste de 4,11% aos professores da rede privada

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SINEPE-BA espera fim de impasse |  Foto: Divulgação

Após meses de negociações entre representantes das escolas particulares e dos professores, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) anunciou, nesta quarta-feira (8), uma nova proposta para tentar encerrar o impasse da campanha salarial da categoria, que perdura desde o mês de julho.

Em nota oficial, a entidade informou que ofereceu um reajuste salarial de 4,11%, correspondente ao INPC, e orientou as escolas associadas a aplicarem o aumento já na folha de pagamento referente ao mês de julho, quitada em agosto. A proposta também prevê o pagamento retroativo aos meses de maio e junho.

A negociação entre o SINEPE-BA e o Sindicato dos Professores da Bahia (SINPRO-BA) se arrasta desde o início da campanha salarial e ganhou novos capítulos nas últimas semanas, com mobilizações e paralisações promovidas pelos docentes da rede privada, que cobram avanços nas negociações.

Segundo o SINEPE-BA, além do reajuste, permanecem garantidos direitos já acordados entre as entidades, como a manutenção das bolsas escolares destinadas a professores e coordenadores.

Outro ponto destacado pela entidade é a ampliação do recesso escolar do meio do ano. Pelo novo acordo proposto, o período passaria dos 15 dias mínimos previstos anteriormente para 19 dias em 2026.

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A proposta também assegura que, em 2027, os salários sejam reajustados conforme o INPC acumulado entre maio de 2026 e abril de 2027.

Excesso de trabalho

Na nota, o sindicato patronal afirma que reconhece o aumento da carga de trabalho enfrentada pelos profissionais da educação, especialmente em razão da inclusão de estudantes e da necessidade de personalização do ensino.

Como alternativa, o SINEPE-BA propôs a criação de dois grupos de trabalho: um voltado para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e outro para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. O objetivo é discutir soluções para reduzir a sobrecarga enfrentada pelos professores.

Ainda segundo a entidade, o debate sobre o excesso de trabalho envolve diversos setores como escolas, professores, famílias e o poder público, e não deve se limitar apenas à questão salarial.

Negociação continua

O SINEPE-BA afirmou que não considera haver um impasse nas negociações e disse acreditar que ainda será possível chegar a um consenso com o SINPRO-BA sobre temas que seguem em discussão, como férias e estabilidade.

Fonte: A Massa

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