Taxa de desemprego apresenta crescimento em trimestre encerrado em fevereiro –
A taxa de desemprego no Brasil fechou o trimestre até fevereiro em crescente, atingindo a marca de 5,8%, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
Essa porcentagem revelou um aumento em comparação aos 5,4% registrados no trimestre que encerrou em janeiro de 2026. Vale registrar que esta é a menor taxa registrada para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.
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Taxa de desemprego em crescimento
A variação, estudada desde o mês de dezembro de 2025 até o mês de fevereiro de 2026, ficou acima dos 5,4% registrados em janeiro.
Além disso, os resultados de fevereiro foram maiores que os do trimestre encerrado em novembro do último ano, 5,2%.
Porém, mesmo com esse aumento, esta é a menor taxa registrada para um trimestre encerrada em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.
Pessoas seguem buscando emprego
Atualmente, ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho mas não conseguiram a vaga, em comparação ao último trimestre ocorreu um aumento de 600 mil pessoas.
Entenda a alta no desemprego
Esse crescimento na taxa de desemprego no início do ano é explicado por conta de alguns fatores sazonais.
Após um período mais movimentado do mercado de trabalho nos últimos meses do ano, há uma queda natural nas contratações.
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Setores mais afetados
Os principais setores mais afetados são educação e saúde, visto que muitos trabalhadores possuem contratos temporários, principalmente no setor público, que se encerram na virada do ano.
Esse movimento também acontece em outros setores como construção civil e indústria, de acordo com a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.
Taxa de desemprego apresenta crescimento em trimestre encerrado em fevereiro
Rendimento médio bate recorde
Apesar desse movimento de crescente no desemprego, o rendimento médio do trabalhador voltou a bater recorde, chegando a R$ 3.679, com uma alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior.
População ocupada tem queda
De acordo com o instituto, o montante de população que está em um emprego teve uma queda de 0,8% no último trimestre, chegando a 102,1 milhões.
Formalidade x Informalidade
No mercado formal e informal de trabalho, os principais tipos de vínculos apresentaram os seguintes resultados no trimestre, conforme aponta o IBGE:
- Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, total estável no trimestre e no ano.
- Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual.
- Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,2% em um ano — alta de 798 mil pessoas.
- Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões. O contingente ficou estável no trimestre e na comparação anual.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais.