Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez novas críticas ao Papa Leão XIV nesta terça-feira, 5, afirmando que o líder religioso está “colocando muitos católicos em perigo” com seus comentários sobre a guerra com o Irã. A declaração foi feita em entrevista ao programa do apresentador Hugh Hewitt.
“Não acho isso correto. Ele pode estar colocando em risco muitos católicos e outras pessoas, mas suponho que ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, declarou o republicano.
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Apesar das críticas de Trump, não há registro de que o pontífice tenha defendido o acesso do Irã a armas nucleares. No entanto, o papa já afirmou diversas vezes que é contrário aos conflitos que acontecem no Oriente Médio, defendendo que as questões devem ser apaziguadas a partir do diálogo.
Itália e Vaticano reagem
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que ataques ao líder da Igreja Católica “não são aceitáveis” e não contribuem para a paz. Em publicação nas redes sociais, ele reforçou apoio às posições do pontífice, destacando a defesa da vida, do diálogo e da liberdade.
Gli attacchi nei confronti del Santo Padre @Pontifex_it, capo e guida spirituale della Chiesa cattolica, non sono né condivisibili né utili alla causa della pace. Ribadisco il sostegno ad ogni azione e parola di Papa Leone, le sue sono testimonianze in favore del dialogo, del…
— Antonio Tajani (@Antonio_Tajani) May 5, 2026
Segundo informações da emissora pública italiana RAI, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirmou que o papa já havia respondido ao tema ao cumprir seu papel de promover a paz:
Eu não acrescentaria nada. Ele deu uma resposta muito cristã, por assim dizer, dizendo que está fazendo o que seu papel exige, que é pregar a paz.
O Papa Leão XIV, por sua vez, já havia indicado anteriormente que não pretende entrar em confronto direto com Trump sobre o tema, reiterando sua posição em favor de uma solução pacífica para o conflito. Ele é o primeiro papa da história nascido nos Estados Unidos.