A TV Globo virou alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) nesta semana. O órgão determinou a instauração de um inquérito civil após receber uma denúncia com relação a uma ação do BBB 26, reality show da emissora.
A investigação visa averiguar possíveis práticas de tortura, tratamento desumano ou degradante e riscos à saúde durante a dinâmica do Quarto Branco, que deixou 9 participantes confinando apenas com água e biscoito, sem alimentação adequada.
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O MPF também está avaliando a dinâmica do “exilado”, que deixou o participante Breno dormindo no lado externo da casa. Além da conduta da produção durante as duas convulsões sofridas pelo ator Henri Castelli, que deixou o programa após o ocorrido.
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Tortura não é entretenimento
O Big Brother Brasil também virou alvo da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). Em carta enviada ao MPF, a instituição alegou que o formato utilizado no Quarto Branco era similar ao método de torutua usado na ditadura civil-militar brasileira.
Em resposta ao órgão, o MPF ressaltou o princípio constitucional absoluto de proibição a tratamentos degradantes, reforçando que tortura não é entretenimento e deve ser proibida.