Uma em cada 10 pessoas tem problemas nos rins e muitas nem sabem; veja os sintomas

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Uma doença que avança sem dar sinais claros — e que muita gente só descobre tarde demais. A doença renal atinge uma em cada dez pessoas no mundo, e grande parte nem sabe que convive com o problema.

O alerta foi reforçado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia no contexto do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril. O foco é direto: a pressão alta está entre as principais causas da doença renal crônica, que pode evoluir até a necessidade de diálise ou transplante.

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Bahia sobe no ranking e acende sinal de alerta

No estado, os números mostram uma piora no cenário. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia indicam que a Bahia subiu da 14ª para a 9ª posição no ranking nacional de mortalidade por doença renal crônica entre 2012 e 2023.

Atualmente, cerca de 10 mil pessoas fazem hemodiálise em 42 unidades espalhadas pelo estado — um reflexo direto do avanço da doença em estágios mais graves.

A relação que muita gente não conhece

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia – Regional Bahia, Ana Flávia Moura, a hipertensão é uma das principais causas da doença renal avançada — e o problema é que ela também costuma passar despercebida.

“A hipertensão esta entre as duas principais causas de doença renal avançada. Por ser silenciosa, muitas pessoas convivem com hipertensão por anos sem saber. E quando recebem o diagnóstico, por vezes os rins já estão sendo afetados”, explica.

A especialista ainda destaca um ponto pouco conhecido: o papel dos rins no controle da pressão.

“Quem controla a pressão arterial são os rins, e não o coração, como muita gente pensa. Quando os rins não funcionam bem, esse controle se perde e a pessoa desenvolve ou agrava a hipertensão.”

Um ciclo que se retroalimenta

A relação entre os dois problemas não é simples — e nem linear.

“A hipertensão pode causar a doença renal crônica, mas a própria doença renal também piora a pressão. Muitas vezes, não dá para separar o que veio primeiro”, afirma a médica.

Esse ciclo contribui para o agravamento do quadro e dificulta o diagnóstico precoce.

Apesar de existirem formas acessíveis de identificar o problema, a prevenção ainda esbarra na falta de rotina.

Testes como dosagem de creatinina no sangue e análise de urina podem indicar alterações nos rins logo no início. Ainda assim, segundo especialistas, esses exames não fazem parte do acompanhamento regular de muitos pacientes.

“O paciente afere a pressão, mas não investiga os rins. Esse cuidado precisa ser integrado e fazer parte da avaliação de rotina desses pacientes”, reforça.

“Cuidar da pressão não é só evitar infarto ou AVC. É também preservar os rins. Quanto antes esse cuidado começa, maiores são as chances de evitar problemas graves”, finaliza.



Fonte: A Tarde

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