Veja revelações de Ederlan Mariano no julgamento do caso Sara Freitas

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Ederlan Mariano, ex marido da cantora Sara Freitas –

Já era pouco mais de 19h desta terça-feira, 24, quando Ederlan Mariano foi autorizado a sentar-se diante do juiz Bernardo Mario para iniciar o interrogatório do julgamento, no qual ele e mais dois acusados são apontados como envolvidos na morte da cantora Sara Freitas.

Trajando camisa social de manga longa na cor branca, calça jeans e óculos, Ederlan – que aparece no processo como mandante do crime – sentou-se na cadeira e ouviu as primeiras orientações do juiz acerca da realização da sessão. “O senhor não é obrigado a responder nenhuma das perguntas, mas tem o direito de expor as verdades. Então, te pergunto: essa acusação de ter envolvimento como mandante é verdadeira?”, iniciou o juiz.

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“Não”, respondeu, de imediato, Ederlan. Na sequência, o juiz fez uma nova pergunta: “Tem algo que queira expor?”.

Nesse momento, Ederlan começou a apresentar suas versões, incluindo supostas traições, além de declarações de amor para Sara.

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“Desde quando começou esse pesadelo tenho sofrido muito porque perdi o amor da minha vida. Tem uma parte na vida do ser humano que se chama coração e só quem conhece é Deus. Tenho sofrido humilhações desde quando cheguei na cadeia. Desde os meus 13 anos que frequento a igreja. Morei na Palestina, que é em um bairro perigoso de Salvador, mas nunca dei para ruim. Hoje sou pastor para quase 200 presos do Raio 3 da cadeia.”

No interrogatório, ele voltou a dizer ser dono da TV Shalom, alegando, inclusive, que teria comprado os equipamentos do estúdio com o dinheiro que ganhou de uma rescisão após desligamento de uma empresa atuava como segurança. “Ainda me acusam de ter roubado dinheiro dela. Fui parar na delegacia por causa disso, reviraram tudo e não encontraram nada. Que dinheiro eu roubei? Eu vivia se pregação”, disse.

A palavra retornou para o juiz que fez o seguinte questionamento: “O senhor ficou sabendo de algum relacionamento extraconjugal?”

“Maio de 2022 foi a primeira traição. Foram traições com dois homens: um PM da Rondesp de Valença, depois com Elissiano. Eu a perdoei nas duas”.

Ainda no decorrer do depoimento, ele disse que após sofrer com a descoberta das traições, procurou o bispo Zadoque (Weslen Pablo) – que também é um dos acusados – para desabafar. Questionado pelo juiz como ele o bispo se conheceram, Ederlan disse que o primeiro contato ocorreu após ser contratado para fazer a gravação do mesmo. “Contei dos relacionamentos, dos problemas. Ele me aconselhou a orar, mas disse que eu só ia parar de sofrer quando resolvesse o meu problema”, revelou.

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Além de negar ter sido mandante do crime, Ederlan também diz não se recordar de ter tido contato com Zadoque após o desaparecimento da vítima vir à tona, já que o bispo é apontado como responsável pelas facadas que tirou a vida de

Sara. “Fala-se que o senhor disse que o bispo Weslen apareceu abordo de um veículo e teria dito que acabou com seu sofrimento, com sua dor”, disse o delegado para o réu sobre parte da denúncia que consta contra ele.

“Não me lembro”, disse Ederlan.

Além dele, também estão sendo julgados por feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves. O júri era para ter ocorrido desde o mês de novembro de 2025, porém, foi adiado após uma confusão envolvendo as defesas dos réus. A previsão é que o resultado do julgamento seja divulgado entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira (24).



Fonte: A Tarde

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