PRF fará fiscalização com drone na Operação São João
Quanto e o que pode custar uma imprudência no trânsito? Vidas! E não há com o que se comparar: nenhuma negligência de tráfego é mais cara do que aquelas que tiram ou comprometem vidas. E quem paga essa conta? Família e amigos dessas vítimas que são obrigadas a conviver com a dor do luto de um – ou mais – entes queridos que partiram em fatalidades que poderiam ter sido evitadas.
E os números falam por si: só entre 20 e 25 de junho do ano passado, período das festas juninas, 18 pessoas morreram durante sinistros em estradas da Bahia. Dezoito pessoas tiveram suas vidas interrompidas nos percursos de pré pós-diversão, em um intervalo de cinco dias. Era para ser festa, mas acabou em tragédia.
O cenário torna-se ainda mais trágico quando dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também revelam que maior parte dessas fatalidades foi ocasionada por infrações cometidas por condutores. Os números, mais uma vez, trazem à tona a complexidade desse assunto, já que neste mesmo período de 2025, a instituição federal computou 815 ultrapassagens proibidas em rodovias da Bahia, categoria que liderou as infrações entre 20 e 25 de junho. Foram essas e outras desobediências às leis de trânsito que provocaram 79 acidentes, mataram 18 pessoas e feriram outras 98, em apenas cinco dias.
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A partir desta sexta-feira (19), o fluxo de veículos passa aumentar nas BR-324, BR-116 e BR-101 em decorrência da procura por cidades do interior como destino para aproveitar os festejos juninos, e a atenção já precisa estar direcionada desde a saída de casa. A postura do condutor pode definir, não só o rumo da sua própria vida, mas também das demais pessoas que estão trafegando pelo local. O caso é sério: qualquer vacilo pode custar vidas.
E, diferente de veículos, vidas, uma vez interrompidas, não têm direito a reparos e reconstrução: é o fim para quem parte e sofrimento para as famílias que ficam. É esse senso de responsabilidade coletiva que, para a policial rodoviária federal, Delma Campos, perita em acidente de trânsito, falta nos condutores.
“Se as pessoas realmente respeitassem as leis de trânsito, respeitassem os limites de velocidade, as proibições de ultrapassagem, a utilização do dispositivo de segurança, nós teríamos menos acidentes e ocorrências com gravidades. É preciso lembrar que o veículo tem o potencial de tirar não apenas uma vida, mas várias vidas e, por vezes, vidas de uma família inteira, como aconteceu em recente aqui na Bahia”.
PRF irá redobrar fiscalização no período junino
Ao longo de 2025, a PRF da Bahia computou 192 sinistros provocados por ultrapassagem proibida que resultaram em 292 feridos e 64 mortes, colocando a Bahia como o estado com mais registros de infrações por ultrapassagens irregulares nas rodovias federais do país. No total, entre janeiro e dezembro, foram 30.858 autuações por essa infração cometida em estradas baianas.
O PRF Eduardo Freitas pontuou que, embora o período junino registre congestionamentos nas rodovias, há flagrantes de ultrapassagens proibidas.
“Apesar do fluxo ser intenso, tem o período pré-deslocamento de ida e pré-deslocamento de retorno em que, normalmente, as pessoas costumam consumir bebida alcoólica. Sobre a ultrapassagem, a tendência de ter uma colisão frontal é muito grande. Quando um veículo co lide com o outro frontalmente, as velocidades se somam. Se o veículo tiver a 100 Km por hora e o outro também a 100 Km por hora, provavelmente, a velocidade de choque vai ser 200 Km por hora. Então, a probabilidade de ter óbito nessa colisão é muito grande”, explicou.
PRF faz alerta para imprudências nas rodovias
A PRF destaca, ainda, que muitos dos acidentes fatais decorrem de colisões frontais que foram provocadas por ultrapassagens realizadas de maneira inadequada, onde o motorista não consegue efetuar em tempo a manobra de ultrapassagem ou força a ultrapassagem colidindo frontalmente.