O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (29) que o governo brasileiro não aceitará intervenções internacionais após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA na quinta-feira (28), sob gestão do secretário Marco Rubio, que confirmou a inclusão das facções brasileiras na lista de grupos considerados terroristas pelo governo norte-americano.
Durante um evento em Sergipe, Lula afirmou que o Brasil conduzirá o combate ao crime organizado internamente e declarou que não aceitará ser tratado de forma desrespeitosa por autoridades estrangeiras.
O presidente também comentou que armas contrabandeadas para o Brasil teriam origem nos Estados Unidos e mencionou cooperação internacional no enfrentamento à lavagem de dinheiro.
Na mesma fala, Lula citou investigações envolvendo nomes como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem e o empresário Ricardo Magro, afirmando que ambos estariam fora do país.
Lula também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro, ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e ao comentarista político Paulo Figueiredo, classificando-os como “traidores da pátria” em referência a articulações políticas citadas pelo presidente.
As declarações ocorreram após a divulgação de medidas do governo norte-americano relacionadas ao enquadramento de facções brasileiras no sistema de sanções dos Estados Unidos.
Com informações da Revista Fórum