Érica Carolina lamentou a decisão da justiça nas redes sociais; veja
A soltura da soldado da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte do vendedor Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, provocou uma manifestação da viúva da vítima, Érica Carolina.
Em um relato publicado nas redes sociais, ela lamentou a decisão judicial e afirmou sentir medo diante da possibilidade de encontrar a policial nas ruas.
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“Infelizmente, o único prejudicado foi quem perdeu a vida, né? E a gente da família que sofre”, declarou Érica. A viúva também afirmou que aguarda a conclusão do inquérito e os próximos desdobramentos do caso. “Não era o que eu queria, não era o que eu esperava”, acrescentou.
Durante o pronunciamento, Érica relatou ainda a insegurança diante da possibilidade de cruzar com a investigada em atividades cotidianas. “Fica o medo, né? Medo de sair na rua, medo de fazer as coisas do dia a dia e, do nada, ver a pessoa”, disse.
A decisão que revogou a prisão da policial foi confirmada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) ao MASSA!. A soldado estava custodiada desde 4 de agosto de 2026 e deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
PM terá que cumprir medidas cautelares
Além de revogar a prisão, a Justiça determinou a suspensão do exercício da função pública pela policial pelo prazo inicial de 180 dias. A decisão também estabelece a proibição de contato com testemunhas e familiares da vítima, além da restrição de acesso à localidade de Lessa Ribeiro, em Salvador.
Em contato com a reportagem, o MP-BA confirmou que a soltura ocorreu a pedido do próprio órgão, que também solicitou o afastamento da soldado das funções.
Relembre a morte de Léo Lanches
Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, morreu na noite de 23 de julho, na localidade de Lessa Ribeiro, em Salvador. O vendedor chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), mas não resistiu.
Menos de duas semanas após a morte, a soldado Valdilene Nonato Santos França foi presa no bairro da Pituba, em Salvador. A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), com apoio da corporação militar.
A apuração teve como elementos imagens registradas por câmeras corporais e um laudo pericial produzido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).