Vorcaro anuncia à PF que pretende delatar e entregar tudo o que sabe

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Durante o depoimento, Vorcaro afirmou que não houve corrupção por parte de ex-diretores do Banco Central em sua defesa |Divulgação

Em depoimento prestado nesta sexta-feira à Polícia Federal (PF), o banqueiro Daniel Vorcaro demonstrou interrese de fazer um acordo de delação premiada com a corporação. Esta é a terceira tentativa de colaboração do empresário.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que no primeiro encontro oficial com a PF em 2026, ele respondeu a todas as perguntas dos delegados “de forma clara e consistente”, sem deixar “qualquer indagação sem esclarecimento”.

Sérgio Leonardo e Daniel Bialski, que integram a defesa do banqueiro, também disseram que ele pode prestar esclarecimentos “mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar”.

A Polícia Federal já rejeitou duas propostas de delação feitas pela defesa de Vorcaro, após considerar que os documentos entregues eram “insuficientes” para gerar novos elementos para as investigações e não tinham provas. Esse entendimento também foi seguido pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para a delação premiada, Vorcaro tenta uma blindagem para os seus familiares e aliviar a sua pena em caso de condenação. Ele está preso desde março e seu pai, o cunhado e um primo estão detidos preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

A oitiva desta sexta-feira ocorreu por videoconferência, com Vorcaro da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde está preso. O depoimento já havia sido adiado por duas depois depois de os advogados do banqueiro pedirem mais tempo para analisar o processo e teve como objetivo esclarecer a articulação dele com ex-diretores do Banco Central para tentar impedir que o Master fosse liquidado

As investigações apontam que dois ex-diretores do BC atuaram como “consultores” e colaboradores do banqueiro, prestando orientações de como proceder com a instituição financeira.

Na oitiva, Vorcaro disse que não houve atos de corrupção envolvendo os servidores do Banco Central. Na época em que o banco Master foi liquidado, no final de 2025, Vorcaro foi detido pela primeira vez sob a suspeita de tentar fugir do país, o que ele nega. A

Fonte: BNews



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