Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta a tiros em Niterói (RJ), classificou como “desesperador” o silêncio do senador Flávio Bolsonaro (PL) quando questionado sobre o caso durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18).
A criança morreu em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por disparos na porta de casa. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e responde à acusação de homicídio. Mais de cinco anos depois, o caso ainda não foi levado a julgamento.
A repercussão aumentou depois que veio a público a atuação de Flávio Bolsonaro na defesa do policial. Em 2024, o senador assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou que o acusado fosse submetido a júri popular. O pedido foi negado, mas o julgamento ainda não aconteceu.
Em entrevista à Agência Pública, Cristiane relatou a angústia de continuar aguardando uma resposta da Justiça e afirmou que esperava que o senador se manifestasse sobre o caso durante o debate. Para ela, a demora prolonga o sofrimento da família, que busca a realização do júri.
A sessão de julgamento, que chegou a ser prevista para outubro de 2026, foi remarcada para 5 de maio de 2027, conforme reportagens sobre o processo. Se a nova data for mantida, terão se passado mais de seis anos desde a morte da menina.
Cristiane também relatou ter recebido ataques e ameaças após a repercussão do caso, o que a levou a se afastar das redes sociais. A mãe afirma que sua principal reivindicação é que o processo avance e que o acusado seja julgado.
Bruno Dias Delaroli responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado. A acusação deverá ser analisada pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
Com informações da Revista Fórum