Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a possibilidade de substituir parte dos servidores públicos por sistemas de inteligência artificial (IA). A proposta voltou a repercutir nesta semana após declarações da economista sobre a redução de gastos e a modernização da administração pública.
Em entrevista ao podcast G4, no dia 30 de setembro, Daniella questionou se o governo deveria continuar realizando concursos públicos para repor funcionários que se aposentam ou se determinadas funções administrativas e operacionais poderiam ser assumidas pela tecnologia.
A economista mencionou o número de servidores públicos e os custos da estrutura estatal como justificativa para discutir mudanças no funcionalismo. A ideia apresentada envolve uma substituição gradual em determinadas áreas, mas não detalha quais carreiras seriam atingidas nem quantos postos poderiam deixar de ser preenchidos.
Após a repercussão das declarações, Daniella passou a afirmar que a proposta não prevê o fim dos concursos públicos nem a retirada de direitos adquiridos ou da estabilidade dos servidores. Segundo ela, o objetivo seria utilizar a inteligência artificial para aumentar a produtividade e modernizar a gestão pública.
A discussão levanta questões sobre os impactos da automação no atendimento à população, na oferta de serviços públicos e na reposição de profissionais que deixam seus cargos. Até o momento, as declarações divulgadas não apresentam uma lista definitiva de funções que poderiam ser substituídas nem um plano detalhado de implementação.
A proposta faz parte do debate sobre a reforma administrativa e a redução de despesas públicas defendidas pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro.
Com informações da Revista Fórum