Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira em Belo Horizonte (MG).
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o Instagram no início da tarde desta terça-feira (27) para sair em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após notícias sobre uma possível saída do parlamentar do Brasil.
A suspeita surgiu após a divulgação de informações de que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina e seguido para os Estados Unidos. A possível fuga ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal (PF) e o proibiu de deixar o país.
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Inicialmente, o deputado afirmou que Flávio teria deixado o país a pé, mas apagou a publicação e republicou o conteúdo com a palavra “supostamente”, retirando a afirmação sobre a forma como o senador teria saído do Brasil.
“Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa (supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?”, escreveu Nikolas.
Nikolas Ferreira ao lado de Flávio Bolsonaro
Em outra publicação, Nikolas questionou a segurança de cidadãos que se opõem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou o que classificou como perseguição política.
“Governo legitimamente eleito não persegue oposição, não faz censura e não reprime quem não o escolheu. Quem faz isso é ditador inseguro, sem sustentação que quer provar que é o dono da casa que não lhe pertence”, declarou.
Por que Flávio Bolsonaro foi proibido de deixar o Brasil?
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada com base na investigação que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. O senador também é investigado por suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Flávio, a determinação judicial também estaria relacionada a declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria defendido que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição presidencial.
A Polícia Federal informou que cancelou os passaportes brasileiro comum e diplomático do senador após o descumprimento da ordem de entrega dos documentos.