Não se fala em outra coisa no Bahia a não ser sobre o trabalho do técnico Rogério Ceni. Em meio aos protestos nas redes sociais, que indicam que o desempenho da equipe sob o comando do treinador “bateu no teto”, o comandante rebateu as análises em entrevista coletiva após a eliminação na 5ª fase da Copa do Brasil.
Depois da derrota por 2 a 1 no Estádio Mangueirão, o treinador utilizou a atuação do próprio jogo contra o Remo para justificar que ainda há o que extrair deste elenco. Apesar de admitir um desempenho abaixo do esperado, Ceni afirmou que a estratégia utilizada em campo foi correta.
“Extrair as oportunidades todas que foram criadas no jogo de hoje, a mudança no esquema que nos oportunizou chances de sair com vários gols. Para qualquer time que perdeu você vai encontrar críticas nas redes sociais, mas eu tenho que analisar o jogo. Os jogadores competiram muito”, disse o comandante.
Para o técnico, o Tricolor atuou dentro de sua capacidade máxima na partida. “Fizemos a estratégia correta, e ela nos deu condições de estar na frente no placar e fazer até o 3 a 1. Pode se dizer que jogamos no limite de tudo que poderíamos fazer.”
“É uma pena que tenhamos criado muito, mas não conseguimos converter em gols e os cedemos de maneira fácil. Temos dificuldade: o adversário não precisa de força para marcar, e nós precisamos de muito esforço para criar. Não acho que a estratégia tenha sido errada. O Juba pode jogar mais à frente? Pode. Mas, para isso, eu teria que escalar três zagueiros de origem”, concluiu Rogério Ceni.
Leia Também:
A improvisação de Luciano Juba
Artilheiro do Bahia na temporada, Luciano Juba foi escalado como terceiro zagueiro na partida, decisão que se tornou o principal alvo das críticas. Rogério Ceni ponderou que os gols marcados pelo lateral-esquerdo foram fruto de bolas paradas e revelou que a escolha tática visava neutralizar o setor ofensivo do Remo.
“O Juba é, de fato, o artilheiro, mas os gols que ele faz são de pênalti, faltas e bolas paradas; a maioria dos seus gols é feita nessas situações. A opção por Juba na construção foi para tentar competir com David Duarte contra Alef Manga e para ter Marcos Victor contra Jajá. Acho-o muito rápido e sofremos muito com as transições no jogo passado, em Salvador”, explicou Rogério.
“Ou jogaríamos com três zagueiros de origem, ou tentaríamos ter qualidade na saída de jogo, na qual precisaríamos quebrar essa marcação para ter espaço com Iago Borduchi no fundo. Colocamos Everton Ribeiro na última linha para ter Everaldo como ‘9’; na minha opinião, foi a melhor solução que encontramos. O modelo de jogo que utilizamos hoje nos deu toda a possibilidade de vencer; não jogamos tão bem, mas ele nos proporcionou muitas chances de gol”, finalizou.