O patamar “muito alto” alcançado pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma conquista do Brasil, tendo no programa Bolsa Família um apoio para a nota 0,805. O IDH avalia com precisão e mediante critérios previamente certificados como andam os países em quesitos relevantes para o bem-estar como saúde, educação e renda.
Este desempenho brasileiro seria suficiente para refutar declarações do apresentador Luciano Huck, nas quais faz ilações toscas, não obstante, ele mesmo já se desmentiu. O apresentador atribuiu ao programa, em evento privado, o falso poder de acomodar beneficiários, citando cidades cujas economias teriam 56% de participação do auxílio.
Em respeito às cidadãs e cidadãos, a bem da verdade, coube ao ministro Wellington Dias proceder a devida retífica, informando ao televisivo sobre o sucesso do programa. Graças à ajuda temporária de R$ 700 mensais, em média, 5 milhões de famílias puderam melhorar suas rendas, logrando, assim, deixar de receber o benefício.
O contingente total chega a 15 milhões de pessoas capazes de conquistar emprego ou abrir seu próprio negócio, tendo a mão amiga do governo federal como rito de passagem. Resta provado o acerto do programa de proteção social, rebaixando a disparate o argumento falacioso de servir o Bolsa Família para formar multidões de escorados.
Do episódio, fica a sensação de a elite e seu porta-voz insistirem em narrativas de perfil impopular atirando contra eles mesmos suas injúrias, pois quanto mais consumo, melhor. A escalada de saída do Bolsa Família é bom resultado para todos, pois a distribuição de recursos dá acesso amplo a produtos e serviços.
Libertam-se as famílias; lucra o investidor; arrecada o governo; e até Luciano Huck prospera na venda de sua rifa milionária e incentivo às apostas das bets que divulga. Críticas são bem-vindas, pois o contraditório alimenta o conhecimento, mas para fazê-las são necessários responsabilidade, boa intenção e preparo moral para analisar honestamente.