O prefeito de Sapeaçu, Ramon de Sena (Republicanos), tem sido alvo de duras críticas por conta da publicação de dois decretos que determinam um ajuste fiscal rigoroso para a redução de despesas do município.
O Decreto 48/2026 impõe medidas temporárias de contenção, controle, racionalização e contingenciamento de despesas na cidade, que atingem principalmente o quadro de servidores comissionados. A determinação prevê, entre outras ações:
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- A suspensão de novas contratações por 90 dias;
- Veto a criação ou ampliação de vantagens remuneratórias;
- Exoneração de ocupantes de cargos comissionados e
- Redução de contratos temporários e terceirizados.
Já o Decreto 49/2026 determina a redução mínima de 20% dos cargos comissionados e funções de confiança da administração municipal. O prefeito deu o prazo de cinco dias para que os secretários encaminhem a relação dos cargos passíveis de exoneração. Veja os decretos
Revolta
A população da cidade localizada no Recôncavo Baiano se revoltou com a ação imposta por Ramon de Sena. Em um texto que circula nas redes sociais, a medida foi apelidada como “Decreto da Morte”.
O texto cita que o nível de insatisfação dos moradores chegou ao limite e afirma que se articula um movimento que cogita até o fechamento da BR 101 como forma de forçar a renúncia imediata do prefeito.
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Para piorar a situação, servidores municipais acumulam dois meses de salários atrasados e fornecedores de serviços essenciais paralisaram atividades por falta de pagamento.
“O sentimento nas ruas é de revolta, com o povo clamando por uma intervenção enérgica do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para fiscalizar os desmandos da prefeitura, sob o argumento de que é inadmissível a continuidade de uma gestão nesse estado”, diz um trecho do comunicado.
O portal A TARDE tentou contato com a Prefeitura de Sapeaçu, mas não obteve retorno. A matéria será atualizada quando houver posicionamento.