Funcionária teria sido chamada de “língua grande” por gerente, em Salvador
Uma vendedora de uma loja será indenizada em R$ 10 mil após ser chamada de “língua grande” pela gerente. A situação ocorreu dentro de um estabelecimento comercial de calçados, em Salvador. Apesar de ainda caber recurso, a decisão foi mantida pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA).
Segundo consta no processo, a funcionária recebeu os apelidos depois de questionar situações referentes ao trabalho, a exemplo de jornadas consideradas exaustivas. Isso porque, conforme a vendedora, o trabalho se estendeu, em determinado momento, por 13 dias consecutivos sem folga.
Em outro episódio, a gerente confeccionou placas com os apelidos e obrigado os colaboradores a segurá-las para registros fotográficos. As imagens foram divulgadas em grupos de mensagens e nas redes sociais.
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De acordo com a avaliação do magistrado, os trabalhadores eram tratados de maneira jocosa e submetidos a situações de constrangimento.
O que diz a empresa
Uma testemunha e a loja recorreram da decisão oficializada. Por outro lado, a empresa justificou que a situação não passava de uma “brincadeira” e afirmou que o termo utilizado seria uma “gíria regional”.
Testemunha recebeu multa
A empresa apresentou uma testemunha que afirmou que a própria vendedora criou o apelido “língua de ladeira”. Em função de contradições apresentadas por ela, a testemunha foi condenada ao pagamento de uma multa equivalente a 10% do valor da causa.
Posteriormente, no entanto, a desembargadora Ana Paola Diniz reduziu a multa para 2% do valor da causa.