Aproxima-se o desfecho das negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar o tarifaço de 25% conforme anunciado, em novo ataque da superpotência bélica. Ao governo brasileiro não caberia outra resposta senão agarrar-se à bandeira da soberania, considerando esta inegociável, enquanto tenta argumentar.
Exceto se ficar confirmada a má intenção de perturbar a economia nacional, os estadunidenses terão de admitir a fragilidade de suas acusações. Mesmo abrindo mão da presunção de inocência, pois o ônus da prova seria de quem aponta o dedo em riste, o Brasil alinhou uma defesa baseada em coerência.
Ficou demonstrada aisenção de culpa relacionada apossíveis práticas nacionais de consequências supostamente prejudiciais, conforme relatado por Washington. Também a carta dos brasileiros comprova o fato de as regras de negociações internacionais não produzirem qualquer incidência sobre o comércio bilateral.
Diante de tal arguição, não se pode admitir qualquer interferência em sistemas construídos para maior conforto e rapidez nas operações de compra e venda. Neste item, é o pix a chamada “joia da coroa”cobiçada pelos estrangeiros, em conluio assumido com personagens sombrios e suas ambições lesivas à pátria.
Não se diga, porém, Brasília ter bloqueadoodiálogo,pois nãoselimitou a evitar o “knock-out”, quando se sabe o risco de golpes rudes emanobras externas. Estão postos em pauta temas como tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol, e os combates à corrupção,ao desmatamento e ao crime organizado.
O Brasil não esconde sua tática nem faz mistério ao escalar prioridades, buscando preservar interesses nacionais sem zanga, apesar da arrogância desmedida. A postura firme conduz inevitavelmente ao confronto eleitoral entre quem sustenta de pé o pavilhão verde-amarelo e aqueles que o ultrajam, incentivando aleivosias. Seria absurdo erro lógico, guiado por má intenção, analisar em pé de igualdade, tendências tão antagônicas, uma a defender apátria, outra asubvertê-la.