ANAVITÓRIA leva à Concha Acústica turnê ‘Claraboia’, álbum que marca fase mais orgânica da dupla

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Após uma década de carreira e uma discografia marcada pela constante transformação, o duo ANAVITÓRIA chega a Salvador na próxima semana, com um espetáculo que convida o público a uma escuta mais atenta. No dia 12 de julho, a dupla formada por Ana Caetano e Vitória Falcão sobe ao palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves com a turnê de Claraboia, sexto álbum de estúdio e um trabalho que aposta na simplicidade para explorar novas possibilidades sonoras e emocionais.

O show, que começa às 19h, trará parte do repertório do disco lançado de surpresa em 2025, mas também revisita músicas que acompanham a trajetória iniciada em 2014. Em um formato mais enxuto, centrado nas vozes, no violão, piano e sintetizadores, a apresentação busca transportar para o palco a atmosfera em que o álbum foi concebido.

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“Esse é um show voz e violão (mais piano e sintetizador) que passeia pelo repertório de todos os anos da nossa história, mas principalmente por Claraboia. É um formato que a gente ama fazer e que fizemos pouco em Salvador”, conta Ana.

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“Existe uma intimidade com o público que só acontece quando tem espaço pros pensamentos soltos, risadas e as surpresas daquele dia. E essa turnê tem esse espaço, então, com certeza, vai ser uma delícia trazer essa atmosfera tão ‘sala de casa’ pra Concha Acústica”, acrescenta a cantora.

Um disco sem pressa

Se o álbum anterior, Esquinas, explorava paisagens urbanas e dialogava com referências do rock e da psicodelia, Claraboia percorre um caminho oposto. Pensados desde o início como projetos complementares, os discos representam diferentes estados criativos da dupla.

A ideia começou a ganhar forma durante um período em Los Angeles, mas foi no interior de São Paulo, em uma casa alugada na cidade de Paranapanema, que o novo álbum encontrou sua identidade. Em um processo de imersão, artistas e equipe dividiram o mesmo espaço, transformando a convivência em parte da criação das 20 faixas do disco.

O resultado é um trabalho construído com poucos elementos instrumentais, valorizando violão, piano e discretas intervenções eletrônicas. Pela primeira vez, as vozes aparecem sempre em uníssono, reforçando a proposta de um registro mais cru e próximo.

Segundo a dupla, o processo criativo foi decisivo para o significado que o álbum passou a ocupar em sua trajetória. “O Claraboia foi um fôlego necessário pra gente. A maneira que construímos esse disco foi muito espontânea e descomplicada. É muito bom criar só pela vontade desgarrada de grandes expectativas e esse processo foi exatamente assim. Entramos no estúdio sem prever o que aconteceria, e abertas pro que viesse e o que veio foi fácil e muito especial. É um repertório que cantamos com alegria. Ganhamos lindas memórias e amigos pra vida””, celebra Vitória.

Dois discos, mesma fase

Embora apresentem propostas sonoras bastante distintas, Esquinas e Claraboia foram concebidos como partes de um mesmo momento artístico. Enquanto um olha para a cidade e para uma sonoridade mais pop, o outro volta o olhar para o interior, para a contemplação e para a canção em sua forma mais essencial.

Essa relação também aparece na maneira como a dupla enxerga os dois trabalhos: “O Esquinas e o Claraboia é um resultado de muitos desejos diferentes coexistindo em nós duas. Uma vontade de gritar mil palavras e sussurrar outras mil. Um é o determinante do outro. O Esquinas trouxe as relações que buscávamos pra levantar o Claraboia e esquentou nossos motores criativos. Foram projetos que sempre foram sonhados juntos, então é tudo parte da mesma fotografia de quem éramos em 2024 e 2025”, resume Ana.

No palco, essa delicadeza também orienta a construção do espetáculo, que tem a proposta de criar um ambiente de proximidade entre artistas e plateia, permitindo que cada apresentação tenha momentos próprios, marcados pela espontaneidade.

“Acho que toda turnê tem suas diferenças naturais. As nossas percepções mudam o tempo todo. O repertório puxa outro comportamento, outra maneira de cantar, de interagir com as pessoas. Toda turnê tem sua própria cara. Acho que nesse caso, a delicadeza ganha mais espaço do que nunca”, antecipa Vitória.

Em Salvador, a turnê transformará a Concha Acústica em uma extensão da “sala de casa” que inspirou o nascimento de Claraboia.

ANAVITÓRIA: ‘Claraboia’ / Domingo (12), 18h / Concha Acústica do Teatro Castro Alves / R$ 240 e R$ 120 / Vendas: Sympla e Bilheteria do TCA / Classificação: 16 anos

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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