AFA entra na mira do FBI por movimentações milionárias nos EUA, diz jornal

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Foto: Divulgação / Fifa | Canva

Enquanto a Argentina tenta seguir viva na disputa pelo título da Copa do Mundo de 2026, a Associação do Futebol Argentino (AFA) sofre uma enorme pressão fora das quatro linhas. Informações do jornal argentino La Nación, repercutidas na última semana, apontam que promotores federais dos Estados Unidos e agentes do FBI investigam operações financeiras da entidade em território norte-americano.

A apuração busca entender como a AFA, presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, movimentou valores milionários pelo sistema financeiro dos Estados Unidos. Os investigadores também analisam se parte dessas transações pode configurar crimes sob jurisdição americana, incluindo suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

O caso ainda está em fase preliminar e, até o momento, não há denúncia formal anunciada contra a entidade ou seus dirigentes. A investigação, no entanto, mira o funcionamento financeiro de contratos internacionais e os caminhos usados para entrada e saída de recursos vinculados à federação argentina.

De acordo com o La Nación, os promotores procuram pessoas com conhecimento direto sobre a administração de Tapia e de Guillermo Toviggino, dirigente ligado à estrutura da AFA. A intenção é reunir informações sobre a forma como a entidade operou nos últimos anos e sobre eventuais repasses feitos a empresas e pessoas próximas à cúpula do futebol argentino.

Um dos pontos centrais da investigação é a TourProdEnter LLC, empresa sediada nos Estados Unidos e ligada ao produtor teatral Javier Faroni. A companhia seria responsável pela cobrança de contratos comerciais internacionais da AFA e teria administrado receitas milionárias da entidade.

Conforme documentos citados pela imprensa argentina, Javier Faroni e sua esposa, Erica Gillette, movimentaram recursos por contas abertas em instituições financeiras como Citibank, Synovus Financial, Bank of America, JPMorgan Chase e PNC Bank.

A TourProdEnter teria operado pelo menos US$ 260 milhões em receitas relacionadas à AFA. Os investigadores, porém, apuram se todos os valores movimentados tinham origem e destino devidamente justificados.

Entre as transações sob análise estão transferências para empresas ligadas a pessoas que, segundo registros citados pela reportagem, recebiam benefícios sociais e viviam em cidades como Buenos Aires e Bariloche. A investigação também cita pagamentos destinados a companhias relacionadas a Toviggino e familiares, além de pessoas próximas à estrutura da seleção argentina.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos também avalia ouvir ex-integrantes do governo de Javier Milei. A expectativa é que essas pessoas possam contribuir com informações sobre eventuais fiscalizações, alertas ou documentos produzidos nos últimos anos envolvendo operações da AFA.

A investigação começou a ser estruturada em 2025 e é conduzida por promotores federais em Washington e no Distrito Sul da Flórida.

Tags:

AFA, Argentina, FBI, Claudio Tapia, Chiqui Tapia, Guillermo Toviggino, Javier Faroni, TourProdEnter, Copa do Mundo 2026, La Nación, futebol argentino

Fonte: Bahia Notícias, parceiro do Augusto Urgente

Foto: Divulgação / Fifa | Canva



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