Conheça golpes do Desenrola Brasil e saiba como fugir deles

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O novo programa Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 5 de maio para renegociação de dívidas bancárias, passou a ser alvo de golpes virtuais que utilizam falsas promessas de descontos e renegociações para obter dados pessoais e pagamentos indevidos.

O Ministério da Fazenda emitiu um alerta informando que criminosos criaram páginas falsas com identidade visual semelhante à do portal Gov.br para enganar consumidores interessados em aderir ao programa.

Segundo o governo, os interessados devem procurar diretamente os bancos responsáveis pelas dívidas ou utilizar plataformas autorizadas para realizar as negociações. Também é possível buscar atendimento presencial em agências dos Correios.

O Ministério da Fazenda informou ainda que instituições financeiras não entram em contato oferecendo renegociação por telefone, mensagens ou aplicativos. Caso isso aconteça, a orientação é desconfiar de tentativa de fraude.

Os golpistas utilizam sites falsos que simulam páginas oficiais do governo e prometem descontos de até 96% nas dívidas. Em uma das estratégias identificadas, o usuário é induzido a informar CPF e dados pessoais para suposta verificação de elegibilidade.

Após o preenchimento dos dados, as páginas exibem mensagens informando aprovação da renegociação e oferecem falsos acordos de quitação. Em seguida, passam a cobrar taxas administrativas e de processamento eletrônico, cobranças que não existem no programa oficial.

Segundo o governo, o Desenrola Brasil opera exclusivamente em endereços oficiais com domínio “gov.br” e não cobra qualquer taxa para adesão ou renegociação.

A empresa de cibersegurança Kaspersky informou ter identificado ao menos um golpe utilizando o nome do programa e alertou para o crescimento das fraudes devido à procura pelo serviço.

De acordo com Fabio Assolini, criminosos utilizam técnicas de engenharia social para reproduzir a aparência de páginas oficiais e criar sensação de urgência nas vítimas.

Além dos sites falsos, foram identificadas publicações no Facebook e mensagens no WhatsApp oferecendo supostas consultorias de renegociação de dívidas.

Segundo relatos, algumas postagens utilizam vídeos manipulados por inteligência artificial para direcionar usuários a contatos fraudulentos. Em um dos casos identificados, criminosos utilizaram a imagem de um ex-funcionário da Serasa sem autorização.

Procurada, a Meta informou que conteúdos destinados a enganar, fraudar ou explorar usuários violam as políticas das plataformas da empresa e podem ser denunciados pelos próprios usuários.

Com informações do Notícias ao Minuto



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