Facção venezuelana Tren de Aragua entra na mira da polícia por ligação com o CV

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Apontada como uma das organizações criminosas mais perigosas da América Latina, a facção venezuelana Tren de Aragua foi alvo de uma grande operação policial deflagrada na manhã desta terça-feira, 16. A ação, batizada de Operação Rota do Norte, busca desmontar uma estrutura investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armamentos de alto poder destrutivo.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 55 mandados, sendo 25 de prisão preventiva e mais de 30 de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

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A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco) de Roraima, com apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Armas de guerra entram na investigação

As investigações apontam que os suspeitos atuavam em uma rede responsável não apenas pela movimentação de entorpecentes e recursos ilícitos, mas também pela negociação de armamentos normalmente associados a confrontos de grande intensidade. Entre as armas identificadas pelos investigadores estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas.

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Para a polícia, a organização exercia papel relevante no fornecimento de armamentos para outras facções em atividade no país. Há indícios de que integrantes do grupo abasteciam membros do Comando Vermelho com atuação nos estados do Amazonas e do Rio de Janeiro.

Rota estratégica para o crime organizado

As apurações indicam ainda que a atuação da organização não se restringia a Roraima. Segundo os investigadores, o estado funcionava como um importante corredor logístico para o transporte e a distribuição de armas e drogas destinadas a diferentes regiões do Brasil.

Fundada dentro de um presídio venezuelano, a Tren de Aragua expandiu sua presença para diversos países da América do Sul nos últimos anos. A facção é investigada por crimes como homicídios, sequestros, extorsões, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e mineração ilegal. O avanço do grupo por rotas migratórias e corredores internacionais do narcotráfico transformou a organização em alvo prioritário das forças de segurança da região.



Fonte: A Tarde

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