Forró avança rumo a reconhecimento histórico como Patrimônio da Unesco

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Bahia investe e apoia candidatura do forró como patrimônio mundial –

O Governo da Bahia está entre os apoiadores da candidatura do forró tradicional ao título de Patrimônio Imaterial da Humanidade. O dossiê foi entregue na terça-feira, 31, à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em uma ação que reúne o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os ministérios da Cultura (MinC) e das Relações Exteriores (MRE). A gestão estadual participou diretamente das articulações por meio do Consórcio Nordeste.

De acordo com o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a busca pelo reconhecimento internacional representa o ponto culminante de diversas iniciativas voltadas à valorização do forró, incluindo políticas de incentivo por meio de editais e ações que reforçam o papel do movimento cultural nordestino como patrimônio.

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O documento apresentado à Unesco descreve o forró como uma manifestação cultural que integra música, dança e práticas sociais, amplamente difundida no Nordeste e reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil desde 2021.

Em 2025, o Governo da Bahia também marcou presença no Festival Internacional do Forró de Raiz, realizado em Lile, na França. Durante o evento, foi firmado um protocolo de cooperação entre os nove estados nordestinos, com foco na preservação e na promoção internacional do forró. A participação teve como objetivo estimular o intercâmbio cultural, ampliar a visibilidade do gênero no exterior e fortalecer sua valorização como patrimônio cultural.

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Fomento ao forró

No campo do fomento, a Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) tem direcionado ações por meio dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Um dos destaques é a Premiação Artística ao Forró da Bahia, que destinou cerca de R$ 700 mil para reconhecer 28 artistas, grupos e mestres que atuam na preservação, difusão e renovação do gênero, contemplando tanto nomes consagrados quanto novos talentos e coletivos emergentes. Segundo Bruno Monteiro, a iniciativa contribui para consolidar o forró como um elemento essencial da memória cultural nordestina.

Outro edital em andamento é o Prêmio Quadrilhas Juninas, Ano 2, que valoriza as quadrilhas como uma das expressões mais representativas das festas juninas, incentivando a profissionalização, a criatividade e a continuidade dos saberes populares. Além do impacto cultural, a ação também impulsiona a economia criativa, envolvendo áreas como figurino, cenografia, música e produção artística.

Já o Calendário das Artes amplia a circulação e a difusão de atividades culturais ao longo do ano. Ao contemplar diferentes linguagens, incluindo iniciativas ligadas ao ciclo junino, o edital contribui para descentralizar o acesso à cultura e alcançar diversos territórios e públicos, fortalecendo a cadeia produtiva do setor e garantindo maior continuidade às atividades de artistas e produtores.



Fonte: A Tarde

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