Inteligência artificial vai mudar os carros para sempre; veja o que está por vir

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Os automóveis estão passando por uma das maiores transformações desde a popularização da eletrônica embarcada. Com investimentos cada vez maiores em inteligência artificial, conectividade e processamento de dados, as montadoras apostam em uma nova geração de veículos capazes de aprender hábitos dos motoristas, antecipar problemas mecânicos e até monitorar sinais de cansaço ao volante.

A tendência faz parte do avanço dos chamados veículos definidos por software, conceito que amplia o papel da tecnologia dentro dos automóveis e faz com que atualizações digitais passem a influenciar diretamente o funcionamento dos carros.

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Comandos de voz mais naturais

Uma das mudanças mais perceptíveis para os motoristas deve acontecer na comunicação com o veículo. Sistemas de voz alimentados por inteligência artificial prometem abandonar os comandos rígidos que atualmente limitam a interação entre usuários e automóveis.

A expectativa é que os carros consigam compreender pedidos formulados de maneira espontânea e interpretem o contexto para executar ações automaticamente. A Mercedes-Benz, por exemplo, já iniciou testes com integração do ChatGPT em centenas de milhares de veículos para oferecer respostas mais avançadas e personalizadas.

Na prática, o motorista não precisará mais recorrer a frases específicas para controlar funções do carro. Expressões cotidianas poderão ser suficientes para que o sistema compreenda e execute ajustes relacionados à climatização ou ao conforto dos ocupantes.

Direção assistida ganha novas capacidades

Os sistemas de assistência à condução também devem evoluir significativamente. Em vez de depender exclusivamente de regras programadas previamente por engenheiros, novas soluções utilizam redes neurais capazes de interpretar cenários de forma semelhante à observada no comportamento humano.

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Essa tecnologia já está presente em projetos como o Full Self-Driving da Tesla, que utiliza imagens captadas pelas câmeras do veículo para tomar decisões relacionadas à direção e à frenagem.

Outro avanço esperado envolve a ampliação da capacidade de percepção do ambiente. Sensores térmicos e sistemas de visão baseados em inteligência artificial poderão identificar pedestres em ambientes escuros e prever movimentos de ciclistas ou outros usuários da via, mesmo quando eles estiverem temporariamente fora do campo de visão.

Manutenção antes da falha

A inteligência artificial também deve mudar a relação dos motoristas com a manutenção dos veículos. Em vez de apenas indicar que existe um problema por meio da tradicional luz de alerta do motor, os sistemas serão capazes de analisar dados coletados por centenas de sensores para identificar sinais de desgaste antes que ocorram falhas.

A proposta é permitir diagnósticos mais precisos e avisos antecipados sobre a necessidade de substituição de peças ou realização de reparos, reduzindo o risco de pane durante viagens e deslocamentos.

Mais precisão para veículos elétricos

Entre os proprietários de carros elétricos, uma das principais preocupações é a autonomia disponível até a próxima recarga. Novos algoritmos de aprendizado de máquina prometem tornar essas estimativas mais confiáveis ao considerar fatores como condições climáticas, trânsito e o estilo de condução do motorista.

Além disso, os sistemas poderão preparar automaticamente a bateria para o carregamento ao identificar que o destino programado é uma estação de recarga rápida. O ajuste prévio da temperatura da bateria tende a otimizar o processo e reduzir o tempo necessário para recuperar energia.

Monitoramento do motorista

A inteligência artificial também começa a ocupar espaço dentro da cabine. Câmeras e sensores instalados no interior dos veículos serão utilizados para acompanhar sinais de distração, fadiga e sonolência.

O monitoramento considera elementos como direção do olhar, postura corporal, expressões faciais e até alterações na voz. Caso o sistema identifique riscos à segurança, o veículo poderá adotar medidas automáticas para chamar a atenção do motorista, incluindo mudanças na climatização da cabine, aumento do volume do sistema de áudio e outros alertas.

Embora a tecnologia levante discussões sobre privacidade, a proposta das fabricantes é utilizar essas ferramentas para reduzir acidentes e ampliar a segurança durante a condução.



Fonte: A Tarde

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