Thomas “Lord” Cochrane foi peça fundamental para Independência da Bahia
A fase de grupos da maior Copa do Mundo de todos os tempos chega em sua reta final e todo o mata-mata para a segunda fase já se desenha, com os dois melhores colocados de cada chave avançando, junto aos oito melhores terceiros colocados.
Nesta última rodada, a Seleção Brasileira enfrentará a Escócia, que apesar de ser vista como uma “prima pobre” da Inglaterra, tem uma participação relevante na história de Salvador, mesmo estando a cerca de 9.700km e um oceano de distância da capital baiana.
A Independência da Bahia, sacramentada em 2 de julho de 1823, teve personagens importantes como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Só que, além das grandes heroínas, uma das lideranças da Marinha Brasileira, contratada a dedo por Dom Pedro I, veio do país que é o adversário do Brasil neste São João.
Thomas “Lord” Cochrane, nascido em South Lanarkshire, na Escócia, foi crucial para deixar os portugueses sem mantimentos, facilitando a rendição dos colonizadores na Baía de Todos os Santos. Ele ainda recebeu por outros serviços o apelido de “Lobo do Mar”, vindo do próprio Napoleão Bonaparte.
“Cochrane tem um valor inestimável. Quando a gente inicia o confronto com Portugal, a gente não tinha um exército formado, não tinha nem um ano de país, era apenas uma extensão de Portugal, com tropas sem noção de batalha. Mas aí o Lord Cochrane, que é uma lenda do mar, organizou a nossa força marítima. Ele tinha lutado contra Napoleão, a favor dos ingleses, nas guerras napoleônicas, e aí ele começou a lutar aqui pela independência de algumas nações da América do Sul. A gente (baianos) mandou construir um espaço em homenagem a ele em Pirajá, lá estão os restos mortais dele. Ele é considerado um herói da Bahia”, detalhou Murilo Mello, professor e historiador, ao MASSA!.
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Além da figura histórica, um dos grandes pontos turísticos de Salvador tem conexão direta com o país das saias kilt e das gaitas de fole. Construído em 1873, o Farol de Itapuã carrega raízes escocesas.
Farol de Itapuã carrega raízes escocesas
“O Farol de Itapuã, como a gente conhece hoje, foi pré-fabricado, desmontado por um navio da Escócia. A gente contratou uma empresa escocesa, a MacLellan, especializada na construção de faróis. Houve um grande naufrágio de um navio francês, isso fez com que se acelerasse a construção e o pedido do farol que veio da Escócia, sendo colocado na Pedra da Piraboca. No final do século XIX, quando ele foi instalado, Itapuã era muito longe. Ao longo do tempo a cidade foi crescendo para Itapuã e cada vez mais o Farol foi ganhando um significado e identidade com o soteropolitano, sendo um dos maiores símbolos da baianidade”, explicou Murilo Mello.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana