A Coreia do Sul foi eliminada muito precocemente, ainda na fase de grupos da Copa do Mundo – e não foi só a torcida que se decepcionou. Após a eliminação, o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, usou as redes sociais para criticar duramente a campanha da seleção e atacou diretamente o técnico Hong Myung-Bo, o chamando de “incompetente”.
A Coreia do Sul terminou a primeira fase em terceiro lugar no Grupo A, com três pontos, mas não conseguiu ficar entre os oito melhores terceiros colocados e acabou eliminada após perder por 1 a 0 para a África do Sul na última rodada.
O clima de frustração foi tão grande que a emissora local KBS chegou a borrar o rosto de Hong Myung-Bo em uma reportagem sobre o mau desempenho da seleção no Mundial.
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Lee Jae-Myung afirmou que sentiu “confusão” e “perplexidade” com a eliminação da Coreia do Sul. Na publicação, o presidente relacionou o fracasso da seleção à escolha do comando técnico e criticou o que chamou de priorização de aliados em vez de competência.
“Eu sinto não apenas confusão, mas também perplexidade com esse resultado inesperado. No fim das contas, o ditado ‘a escolha das pessoas é o princípio de todas as coisas’ foi provado mais uma vez. Se se valoriza mais os aliados do que a competência e se seleciona uma pessoa incompetente como comandante, o resultado é óbvio”, escreveu Lee Jae-Myung.
A declaração aumentou a pressão sobre Hong Myung-Bo, que já era alvo de questionamentos desde que assumiu a seleção, em 2024.
Governo quer investigação sobre desempenho
Além das críticas públicas, o presidente sul-coreano afirmou que vai solicitar ao Ministério dos Esportes uma investigação sobre a participação da seleção na Copa.
Lee Jae-Myung justificou o pedido citando o investimento de recursos públicos na preparação e participação da equipe no Mundial. Segundo ele, é necessário analisar as causas da eliminação e estabelecer medidas para evitar que a situação se repita.
“Dado que uma grande quantidade de impostos dos cidadãos são investidos na participação na Copa do Mundo, peço que o ministério cuide meticulosamente da situação exata deste incidente, com uma análise das causas e medidas para prevenção de recorrência e melhorias”, completou.

Pressão antiga sobre Hong Myung-Bo
As críticas a Hong Myung-Bo, que assumiu a responsabilidade pela queda na Copa de 2026, não começaram com a eliminação. Desde sua nomeação, em 2024, parte da imprensa sul-coreana questionava o processo de escolha do treinador e apontava suspeitas de favorecimento por parte da federação.
Para o presidente, a escolha do técnico teria exposto problemas de fiscalização e responsabilização dentro das estruturas responsáveis pela nomeação de cargos de comando.
“O fato de ser possível uma escolha descuidada que não distingue o público do privado e prioriza o interesse pessoal sobre o interesse público se deve à impossibilidade ou dificuldade de monitorar, fiscalizar e responsabilizar os detentores do poder de nomeação”, afirmou.