SMS explica circulação silenciosa da doença de Chagas em Salvador

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Barbeiros encontrados na cidade vivem, em sua maioria, próximos a Mata Atlântica |  Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A circulação silenciosa da doença de Chagas em bairros urbanos de Salvador – identificada por uma pesquisa da FioCruz – está relacionada à cadeia de transmissão natural do protozoário Trypanosoma, conforme esclarecimento da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

A situação veio à tona após o estudo, que analisou amostras de soro de 290 cães em três bairros socialmente vulneráveis, ter encontrado alguns desses animais com anticorpos contra o Trypanosoma cruzi em localidades da capital baiana.

Quando questionada se há uma explicação científica para essa circulação, a SMS atribuiu ao ciclo da doença. “A circulação silenciosa em Salvador está relacionada principalmente ao ciclo silvestre da doença. Os barbeiros encontrados na cidade vivem, em sua maioria, em áreas próximas a remanescentes de Mata Atlântica e regiões que passaram por desmatamento, onde têm como principal fonte de alimentação animais silvestres”, disse o órgão, por meio de nota enviada ao MASSA!.

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Em contrapartida, a secretaria disse que, até então, não há registro de localização do barbeiro em ambientes residenciais. “As mudanças ambientais aproximam esses insetos das áreas ocupadas por pessoas, favorecendo encontros ocasionais com humanos. No entanto, o monitoramento realizado pelo CCZ não identificou evidências de domiciliação dos barbeiros, ou seja, não há sinais de que estejam formando colônias dentro das residências.

O órgão garantiu que está acompanhando a situação, já que o monitoramento da doença é realizado de forma contínua.

“Quando um barbeiro é identificado como positivo para T. cruzi, a Vigilância Epidemiológica aciona o Distrito Sanitário responsável, que realiza visita técnica ao local, entrevista os moradores, investiga possíveis sintomas compatíveis com a doença e orienta sobre as medidas”.

Transmissão e sintomas

Embora a forma clássica de transmissão ocorra quando as fezes contaminadas do barbeiro entram em contato com a pele lesionada pela picada ou com mucosas, permitindo a entrada do parasita no organismo, a SMS alerta para outras formas de contágio.

“Também existem outras formas de transmissão, como a ingestão de alimentos contaminados, a ingestão acidental de insetos triturados, o consumo de carne de animais silvestres contaminados, a transmissão da mãe para o bebê durante a gestação (transplacentária), transfusão de sangue ou transplante de órgãos contaminados e o contato direto com sangue contendo o parasita”, explicou a Secretaria Municipal de Saúde.

Ainda segundo a pasta, na fase aguda, a doença pode não apresentar sintomas, mas, quando eles ocorrem, os mais comuns são febre prolongada, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, inchaço no local da picada ou ao redor dos olhos, aumento dos gânglios e aumento do fígado.

Fonte: A Massa

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