O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, manifestou otimismo em relação às perspectivas eleitorais do partido para a disputa pela Presidência da República, que tem o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como pré-candidato da legenda.
Em declaração na quinta-feira, 4, durante a Marcha para Jesus, em São Paulo, o dirigente partidário minimizou os impactos das recentes turbulências políticas internas e apontou os índices de rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o principal vetor para uma vitória da oposição.
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Valdemar argumentou que o cenário político atual desenha um favoritismo consolidado para o espectro conservador, condicionando uma eventual derrota apenas a erros crassos de estratégia por parte do comando de sua própria coalizão.
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“Se é uma crise, vai, vamos ter outras. E nós vamos superar todas, porque o Lula está com uma rejeição de 48%. Nós só perderemos a eleição se formos muito incompetentes. E nós não somos”, disse ele ao Poder 360.
“Nós precisamos voltar, fazer o país crescer e melhorar a vida das pessoas, que nós temos muita gente que precisa de emprego e que precisamos tocar esse país para frente”, completou.
Pandemia atrapalhou Jair Bolsonaro, diz dirigente
Ao fazer um retrospecto da gestão de Jair Bolsonaro, o chefe do PL buscou blindar o legado econômico do ex-presidente e contextualizar as dificuldades enfrentadas pelo governo anterior no plano macroeconômico.
Valdemar ponderou que a eclosão da pandemia de covid-19 comprometeu metade do mandato de Bolsonaro com o fechamento compulsório das atividades comerciais, reduzindo o período de governabilidade plena a apenas dois anos.
Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto
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Foto: Beto Barata/PL
O dirigente defendeu que, mesmo sob o impacto da crise sanitária global, a administração passada entregou indicadores robustos de desempenho fiscal e sinalizou que a plataforma para um futuro mandato centrar-se-á na desregulamentação do mercado de trabalho, na atração de investimentos privados e na aceleração da atividade produtiva nacional.
Tarifaço
No âmbito internacional, o presidente do PL adotou uma postura moderada ao analisar o acirramento das tensões comerciais com Washington e a ameaça de um novo tarifaço contra produtos do Brasil.
Valdemar sinalizou confiar na tradição diplomática bilateral e na interdependência econômica entre as duas potências americanas para alcançar um ponto de equilíbrio.
O líder partidário projetou que a Casa Branca, sob o comando de Donald Trump, reconhecerá o papel do mercado brasileiro como parceiro estratégico, o que deve forçar uma resolução negociada e esvaziar o risco de uma guerra fiscal.
“Eu acho que isso vai ter acordo. Não vai taxar. Ele [Trump] precisa muito do Brasil também. Precisamos negociar bem, negociar com os Estados Unidos e chegar num ponto de acordo. Eles precisam da gente também”, completou Valdemar.