Os taxistas podem fechar os acessos ao Aeroporto de Salvador caso a placa de sinalização que delimita o espaço a ser utilizado por eles, no terminal de desembarque, seja efetivamente retirada pela Vinci Airports, concessionária que administra o equipamento.
Na madrugada do último sábado, 30, uma das tentativas por parte de um funcionário da empresa em retirar o item revoltou taxistas que estavam no local e gerou confusão.
“A informação que eu tenho é de que ontem [domingo] o funcionário ficou circulando por lá, mas não tirou a placa. Mas a gente está de sobreaviso. Se ele for tentar retirar a placa, a gente vai fechar aquele aeroporto”, afirmou ao portal A TARDE, nesta segunda-feira, 1º, o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim.
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Ainda de acordo com ele, houve um contato com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), no qual foi informado de que a placa de sinalização não seria retirada.
“E se tirarem a placa, os taxistas vão ficar no aeroporto. Eu mesmo disse que, se tirarem a placa, eu vou ficar lá no aeroporto organizando e botando os táxis fora da fila. Eles já estão cientes”, ameaçou.
Polêmica
A placa de sinalização foi colocada na última quarta-feira, 27, na área de desembarque inferior, por agentes da Semob.
“O pessoal da Semob pediu para chamar o pessoal da Vinci para ver o ofício. Mas, eles não desceram. Então, fui lá [atrás de Júlio Ribas]. Quando cheguei, Júlio estava saindo de uma reunião. Aí ele pediu para eu entrar na sala e ele me disse que tem poder e ninguém pode colocar placa nenhuma ali, a não ser eles”, contou Denis Paim ao portal A TARDE, na quinta-feira, 28.
“Eu perguntei a ele: se é a prefeitura quem comanda o solo, como é que vai mandar tirar sem autorização? Então, quem manda mais? Ele ou a prefeitura? Porque ele disse na minha cara que iria tirar a placa e que a prefeitura tinha que entrar em contato com ele antes de colocar e ver se ele ia querer ou não. Ele disse que vai tirar”, complementou o presidente da AGT, na ocasião.
O que diz a Semob?
Também procurada pelo portal A TARDE para comentar o imbróglio, a Semob informou, por meio de nota, que realizará consulta formal à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) “acerca do projeto atualmente vigente para a disposição das vagas de embarque e desembarque no meio-fio” do Aeroporto Internacional de Salvador.
Conforme a pasta, a medida se deve por se tratar de uma área inserida no contexto de concessão aeroportuária federal.
“A medida visa assegurar que qualquer eventual adequação operacional observe os parâmetros regulatórios aplicáveis, bem como contemple o adequado diálogo entre os diversos atores envolvidos, incluindo a concessionária aeroportuária e os profissionais taxistas que prestam serviço à população e aos visitantes da cidade”, acrescenta a nota da Semob.