Três vereadores são alvos de operação da PF por suposta ligação com facção criminosa na Bahia

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Foto: divulgação/PF

Três vereadores de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a Operação Conexão Perigosa, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Federal (PF). Os parlamentares são investigados por suposta ligação com uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão no distrito de Arraial d’Ajuda e determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 97,79 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. Entre os alvos estão os vereadores Derival Brito (União Brasil), Dilmo Batista (PL) e Evanildo Santos (Avante).

Segundo as investigações, a facção criminosa atua na região há pelo menos uma década e exerceria influência sobre comunidades de Porto Seguro por meio de violência, ameaças e intimidação contra moradores e autoridades. De acordo com os investigadores, o líder do grupo, cuja identidade não foi divulgada, mantinha contato frequente com os três parlamentares.

A ação faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), voltada ao enfrentamento de facções criminosas em diversos estados. Os mandados foram cumpridos por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), do Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Federal.

Durante a operação, aparelhos celulares e outros materiais considerados relevantes para as investigações foram apreendidos.

As apurações indicam que o esquema de lavagem de dinheiro funcionava em três etapas: a introdução de recursos ilícitos no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados; a ocultação dos valores através de transferências entre contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”; e a reinserção do dinheiro em empresas de fachada, com o objetivo de dar aparência legal aos recursos obtidos de forma criminosa.

O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar possíveis novos envolvidos. Caso sejam condenados pelos crimes investigados, os suspeitos poderão cumprir penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de prisão.

Fonte: Região e Pauta.



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