O jatinho apontado como meio de transporte de Flávio Bolsonaro (PL) em uma possível saída do Brasil pertence à empresa argentina Baires Fly, que já realizou voos para o presidente da Argentina, Javier Milei. A informação foi divulgada pela Revista Fórum e ganhou repercussão em meio às notícias sobre a tentativa de viagem do senador para o exterior.
A aeronave, um Gulfstream G400, foi identificada após sair de Buenos Aires e pousar em Puerto Iguazú, cidade argentina próxima à fronteira com o Brasil. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o avião estaria relacionado a um voo privado que inicialmente teria como destino os Estados Unidos.
O caso ganhou força após a divulgação de que o nome de Flávio aparecia na lista de passageiros. O piloto Mauro Mattosinho afirmou à Folha de S.Paulo que recebeu essa informação de um funcionário do aeroporto. Na ocasião, a aeronave permanecia em solo, e a documentação dos passageiros teria impedido a decolagem inicialmente prevista.
A possível viagem ocorreu em meio à controvérsia envolvendo a determinação judicial para que Flávio entregasse seus passaportes e não deixasse o país. O senador havia declarado publicamente que não pretendia viajar para o exterior e que se defenderia das decisões judiciais.
As informações sobre a movimentação do jatinho também levantaram questionamentos sobre uma possível articulação internacional para viabilizar a saída do parlamentar. Milei é aliado político da família Bolsonaro e apoiou Flávio durante a campanha presidencial.
Inicialmente, autoridades argentinas negaram que o senador tivesse entrado no país. Posteriormente, porém, o governo argentino confirmou que Flávio atravessou a fronteira acompanhado da esposa e das duas filhas na noite de terça-feira (27). Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, o grupo embarcou em um voo privado da Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador.
A confirmação contradisse as informações divulgadas anteriormente sobre a ausência de Flávio em território argentino. Até o momento, o destino final da viagem não foi esclarecido pelas informações oficiais divulgadas.
O episódio amplia a repercussão política em torno do senador, que perdeu a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A relação entre a empresa de aviação, o governo argentino e a viagem de Flávio também passou a integrar o debate sobre os desdobramentos do caso.
Com informações da Revista Fórum