A revolução sexual trouxe a libertação de antigos costumes conservadores, embora parcial, pois o acesso aos prazeres veio separada da responsabilidade. Estudos recentes – e confiáveis – da Universidade de Campinas (Unicamp) revelam, entre os efeitos danosos deste contexto, a gravidez de adolescentes.
Os casais estão animados na cama, mas inibidos quando chegam os hormônios da prole, permitindo à internet ocupar, indevidamente, o lugar da educação. Uma análise qualitativa dos números indica o grave problema de saúde pública, pois 12 mil bebês vieram de úteros de meninas entre 10 e 14 anos em 2024. São todos recém-nascidos resultantes de estupros, pois esta faixa etária é protegida por lei.
Nesse cenário, a Bahia dá um passo importante ao tornar obrigatória a abordagem da prevenção da gravidez no currículo das escolas estaduais. A nova lei transforma o tema em diretriz permanente, com a promessa de orientação contínua, ambiente seguro e ações pedagógicas estruturadas.
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A medida reconhece a escola como espaço de proteção e autonomia, incluindo, necessariamente, questões relacionadas à educação sexual. É preciso criar meios de garantir futuro, saúde e liberdade para as meninas, contendo a incidência dos crimes, já numa próxima contagem.
A consciência de si e do corpo é um direito, não se trata de controlar, mas de educar para evitar a ansiedade da iniciação sexual muito antes do tempo razoável, e sem segurança. Do jeito como está, a omissão geral produz uma sensação de pudor excessivo no diálogo, em contraste com a permissividade corpórea.
As crianças serão mulheres e poderão tornar-se mães e avós, se assim decidirem, e quando quiserem, graças à aquisição de conhecimentos imunes a preconceitos. Que o Brasil possa copiar o exemplo da Bahia a fim de zerar os absurdos estupros de nossas meninas-moças.